Aires de Libertad

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    Fabricio Carpinejar (1972- - Página 4 Empty Re: Fabricio Carpinejar (1972-

    Mensaje por Maria Lua Vie 23 Jun 2023, 14:08

    Tua respiração

    nos escombros,

    o pulso disciplinado,



    afinado como um plano.

    Levanta do fino trato

    com os finados.



    A chama engana sua altura

    ao pavio que a sustenta.

    Viajas como o olhar do regresso,



    chegas com o olhar da despedida.

    O dia recusa a inocência,

    tem o gosto de sol nos cabelos


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    o un ciego soñando
    y en ese vuelo y en ese sueño
    compartir contigo sol y luna,
    siendo guardián en tu cielo
    y tren de tus ilusiones."
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    Fabricio Carpinejar (1972- - Página 4 Empty Re: Fabricio Carpinejar (1972-

    Mensaje por Maria Lua Vie 23 Jun 2023, 14:08

    O pão fica acorda apenas

    um dia em nossa fome.

    O pão e o fogo



    são do mesmo trigo.

    Volta a pampa, pai.

    A sombra está presa



    Ao pescoço.

    O sangue anoitece.

    Anoitece



    debaixo da pele

    para amanhecer

    os músculos da terra.




    http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/rio_grade_sul/capinejar.html


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    Fabricio Carpinejar (1972- - Página 4 Empty Re: Fabricio Carpinejar (1972-

    Mensaje por Maria Lua Vie 23 Jun 2023, 16:28

    A chama engana sua altura
    ao pavio que a sustenta.
    Viajas como o olhar do regresso,
    chegas com o olhar da despedida.
    O dia recusa a inocência,
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    Fabricio Carpinejar (1972- - Página 4 Empty Re: Fabricio Carpinejar (1972-

    Mensaje por Maria Lua Vie 23 Jun 2023, 21:10

    Sem dono


    (...)
    Nossa coerência

    é estar mudando.
    A chama desmaiou
    e a levamos nos braços.

    Tivemos a coragem
    de superar o começo,
    não transformar a filiação

    em mapa de guerra,
    imitação da treva.
    O percurso tem sentido

    quando percorrido.
    Do resumo das veredas,
    reverdece o sumo

    de ter colhido
    o sabor da vertente.
    Nossa amizade

    é mais um gole da gaita,
    um golpe no tambor.
    Nossa amizade

    é estar névoas adiante
    do que somos.
    Só é mortal

    o que não vimos.
    Despeço-me do passado
    como um cavalo sem dono.

    Não devo conselhos,
    não devo a franqueza
    das pausas,

    a serenidade dos escolhos,
    não devo a força
    de minha fraqueza.

    Mergulho os calcanhares
    a empurrar
    a barca do ventre

    e circundas o vazio,
    os ciclos do som,
    conciliado com a verdade,

    pai maduro de minha escolha,
    navegando
    a paternidade das águas.


    “Um Terno de Pássaros ao Sul” (Escrituras, 2000)


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    Fabricio Carpinejar (1972- - Página 4 Empty Re: Fabricio Carpinejar (1972-

    Mensaje por Maria Lua Lun 26 Jun 2023, 17:52

    E que se ponha a roupa do vento
    O jogo é inventar a goleira
    mais do que a bola.
    Garagens são traves,
    lápides são traves,
    cercas são traves,
    chinelos são traves.
    O que pode ser levado
    com uma mão,
    adivinhado pelas pernas.
    Postes de luz são traves,
    placas são traves,
    lixeiras são traves,
    bancos são traves.
    Marcar o chão numa linha imaginária,
    daqui pra ali é o campo.
    E o mundo não existe mais
    fora do giz branco.
    Um quarto está pronto a céu aberto.
    Um quintal no meio da casa.
    Uma rua cortando a praça.
    Corra no jardim sonâmbulo,
    pise a grama com raiva, raízes
    são cadarços amarrados
    nos tornozelos das árvores.
    Há coices, quedas, uivos:
    nada termina a vida,
    essa explosão suspirada.
    É um transe, a trave;
    trânsito parado, feriado.
    O defensor descansa
    na tranca dos joelhos.
    O pássaro voa de cabeça a cabeça,
    descasca a chuva, espalha os cabelos.
    A trave é montinho, formigueiro,
    capuz de ciscos, ninhos.
    Formigas transportam alimento
    por dentro dos seus riscos.
    Que seja capacete de moto,
    um tijolo, um toco,
    qualquer troco de mato e entulho.
    Dez passos ao lado e uma altura infinita,
    fazer endereço para receber cartas,
    desenhar gol de letra.
    Trave é o quadro-negro dos pés.
    Caroço de brilho, queimadura de cometa.
    Na praia, no calçadão, no descampado.
    Tudo o que foi costurado pelo invisível
    entre o corpo e uma porta.
    Pedras são traves,
    bambus são traves,
    frutas são traves.
    Até crianças são traves
    para o adulto passar
    de volta à infância.





    – Fabrício Carpinejar, poema publicado na “Revista Serafina”, na “Folha de São Paulo”, em 6.2010.




    https://www.revistaprosaversoearte.com/fabricio-carpinejar-poemas/


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    Mensaje por Maria Lua Miér 28 Jun 2023, 08:29

    As horas são amargas,
    derradeiras,
    os anjos perderam

    a escala dos teus ouvidos,
    O destino nos assemelha
    mais que o nascimento.

    Tuas passadas são curtas,
    o perfil, enviesado.
    Há uma parelha sendo

    levada nas costas.
    Fermentas o funcho,
    o fungo e o estrume.


    – Fabrício Carpinejar, no livro “Um terno de pássaros ao sul”. 2000.




    https://www.revistaprosaversoearte.com/fabricio-carpinejar-poemas/


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    Mensaje por Maria Lua Sáb 01 Jul 2023, 19:06

    Obedecías únicamente
    al instinto de resucitar,
    resplandeciendo

    una ensenada a lo lejos.
    Entrelazabas con misterio
    versículos y frases,

    las cuerdas de la embarcación
    en el interior del frasco.
    Transparente del combate,

    viril en su fragilidad,
    recogido en el exilio
    de estar pleno de si.


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    Fabricio Carpinejar (1972- - Página 4 Empty Re: Fabricio Carpinejar (1972-

    Mensaje por Maria Lua Mar 04 Jul 2023, 10:46

    OS SAPATOS DE MEU PAI



    Em algum instante de sua vida, você precisa tirar os sapatos de seu pai.

    E colocá-lo a dormir.

    Você mudará a sua perspectiva de filho e será um pouco pai de seu pai. Há uma humildade que atinge os pensamentos no ato de se agachar, desamarrar os sapatos e encontrar uma fresta no calcanhar para tirá-los. Preste atenção: aqueles minutos são eternos, seguem uma duração emocional incomparável. Lembrará de quantas vezes ele lhe fez isso, sem que você pudesse antever o esforço de convencer alguém cansado a lhe desfazer de suas roupas.

    Aquele marmanjo torna-se uma criança, como você já foi: briga, não quer, reclama, esperneia, diz que consegue sozinho.

    Não dará ouvidos às lamúrias. Seguirá com o protocolo do sono até acomodar o seu gigante debaixo das cobertas.

    Eu botei meu pai em seu berço uma noite de minha consciência, quando ele estava exausto de dirigir por cinco horas. Eu já lhe vi dormindo alisando a sua testa suada e seus cabelos engomados. Murmurei algumas palavras cantadas. Brinquei de ser responsável mesmo sendo um menino.

    Ele não recordou de nada na manhã seguinte. Não lembrava de como colocou o pijama, de como deitou, de como adormeceu. Eu ri de seu esquecimento porque eu lembraria para sempre. Por nós.

    Crônica publicada em em 19/7/
    2018


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    Fabricio Carpinejar (1972- - Página 4 Empty Re: Fabricio Carpinejar (1972-

    Mensaje por Maria Lua Vie 07 Jul 2023, 14:58

    Não venderei a minha casa




    Tenho 76 anos, moro sozinha,
    mas não sou inválida,
    sei me defender com a ironia.

    Comigo pedra não é pedra,
    pedra é cada uma de minhas perdas,
    pedra é a lembrança ainda intacta.

    Eis comigo nas paredes
    o meu casamento,
    o nascimento das crias,
    três gerações, o divórcio.

    Vocês não enxergam
    os meus fantasmas?
    Sequer condeno, fantasmas são pessoais e intransferíveis.
    Não despejarei as minhas assombrações de amor,
    elas não têm onde dormir.

    Não venha pedir que me desapegue,
    não venha sugerir que vire a página
    e comece nova história.
    Só saio daqui morta.

    Familiares desejam me convencer
    da seriedade dos próprios problemas,
    como se eu não me conhecesse o suficiente.
    Que o custo de manutenção da casa é caro,
    que é uma demência estar desacompanhada,
    que é uma residência enorme para limpar,
    que posso cair e me machucar sem socorro,
    que não tenho idade para consertar
    a bomba d'água que enche o porão,
    que não tenho idade para lacrar de noite o portão.

    Desde quando a o excesso de idade é acusação?

    O que ficarei fazendo em um apartamento?
    Assistindo novela?

    Pelo menos, estou no chão,
    presa ao chão,
    enraizada no chão.
    A terra é o meu espelho de nuvens.
    Só é possível tocar o céu
    com o pé descalço.

    Não dependo de eletricidade
    para abrir e fechar a porta.
    Não há escadas entre a rua e a minha cama.

    Não me tornarei refém de síndico e zelador,
    Não seguirei regras de condomínio,
    Não pedirei que ninguém baixe a música
    e me deixe dormir em paz.

    Não é não, não venderei a casa,
    conversa encerrada.

    Não adesivarei as janelas com telefones desconhecidos.
    Não desistirei de mim.
    Não aguentarei até onde deu, como a maioria faz.

    Onde mexerei na terra?
    Onde estenderei as roupas?
    Onde a rede de pescar livros?
    Onde colocarei a biblioteca?
    Onde cumprimentarei os vizinhos
    que passam pela minha varanda?
    Onde a liberdade de passear de pijama pelas árvores?
    Onde?

    Num cubículo aéreo?
    Não fui criada para morar em cabines
    de helicóptero e aviões de concreto.
    Minha vista é de mim mesma.
    Não invento segredos para ser importante.

    Sou rasa, rasteira, chapa do fogão a lenha.
    Meus chapéus são as panelas pregadas na cozinha,
    meu vestido é o caule do vento.

    Como filha do interior,
    eu sinto a chuva vindo nos ossos,
    anuncio as visitas com os talheres caindo.
    Eu me contento com um tanque de pedra
    e os prendedores de madeira.

    O pouco é muito para quem nunca
    precisou de mais nada.


    Fabrício Carpinejar nasceu em Caxias do Sul (RS), em 1972. É jornalista e poeta, autor de As solas do sol, Um terno de pássaros ao sul, Terceira sede e Biografia de uma árvore. O poema publicado pelo Cândido faz parte do livro inédito Não venderei a minha cas
    a.



    https://www.bpp.pr.gov.br/Candido/Pagina/POEMA-Fabricio-Carpinejar-0


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    Mensaje por Maria Lua Dom 09 Jul 2023, 14:09

    FALTA DE TEMPO

    Existe um único antídoto para a falta de tempo. Um único.
    Estar apaixonado.
    Esquecer de si para inventar o desejo.
    O desejo transforma-se no próprio tempo.
    Tudo é adiado.



    ******************

    FALTA DE TIEMPO

    Solo hay un antídoto para la falta de tiempo. Sólo uno.
    Estar enamorado.
    Olvídar de ti mismo para inventar el deseo.
    El deseo se transforma en el tiempo.
    Todo se pospone.


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    Mensaje por Maria Lua Dom 09 Jul 2023, 14:14

    Chega um momento
    em que somos aves na noite,
    pura plumagem, dormindo de pé,
    com a cabeça encolhida.
    O que tanto zelamos
    na fileira dos dias,
    o que tanto brigamos
    para guardar, de repente
    não presta mais: jornais, retratos,
    poemas, posteridade.
    Minha bagagem
    é a roupa do corpo.



    https://www.pensador.com/autor/fabricio_carpinejar/2/


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    Mensaje por Maria Lua Sáb 15 Jul 2023, 14:49

    Sou fiel aos hábitos; tu, aos mistérios.

    Não coincidimos nossa lealdade.

    Suporto, sobrevives.



    O que adianta transbordar

    se não dás conta do mínimo?

    O que adianta me retrair

    se não percebo o invisível?




    *******************


    Soy fiel a los hábitos; tú, a los misterios.

    No coincidimos con nuestras lealtades.

    Yo aguanto, tú sobrevives.



    ¿De qué sirve desbordar?

    si no te das cuenta de lo mínimo?

    ¿De qué sirve retirar

    si no percibo lo invisible?


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    Mensaje por Maria Lua Mar 18 Jul 2023, 16:41


    Salmos do fogo – poema 9


    O céu esférico,
    cinzento.
    Aves copiando o traçado
    da migração,
    o caule da borrasca.


    *********


    Salmos de Fuego – Poema 9


    el cielo esférico,
    Gris.
    Aves copiando el calco
    de la migración,
    el tallo de la tormenta.


    _________________



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    "Ser como un verso volando
    o un ciego soñando
    y en ese vuelo y en ese sueño
    compartir contigo sol y luna,
    siendo guardián en tu cielo
    y tren de tus ilusiones."
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    Mensaje por Maria Lua Lun 24 Jul 2023, 21:21

    O poeta é oportunista
    das tragédias incompreensíveis.
    Nomeia acidentes inomináveis,
    chora com lágrimas emprestadas,
    agarra-se às fatalidades e aos lutos.
    Tem o seu caderninho de fiado,
    a sua máquina de fiar comoções,
    como quem apanha o grito no ar
    e o converte em tecido do próprio sangue.

    O poeta é o último carpideiro.
    Psicografa vivos, coleciona mortos.
    Só na alegria é analfabeto.



    **********************



    El poeta es oportunista.
    de tragedias incomprensibles.
    Nombra accidentes indecibles,
    llora con lágrimas prestadas,
    se aferra a las fatalidades y al luto.
    Tiene su cuaderno de notas
    su máquina de hilar de conmociones,
    como quien atrapa el grito en el aire
    y lo convierte en tejido a partir de la propia sangre.

    El poeta es el último plañidero
    Psicografía a los vivos, recoge a los muertos.
    Sólo en la alegría es analfabeto.


    _________________



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    Mensaje por Maria Lua Lun 07 Ago 2023, 09:59

    Postes de luz são traves,
    placas são traves,
    lixeiras são traves,
    bancos são traves.

    Marcar o chão numa linha imaginária,
    daqui pra ali é o campo.
    E o mundo não existe mais
    fora do giz branco.

    Um quarto está pronto a céu aberto.
    Um quintal no meio da casa.
    Uma rua cortando a praça.



    _________________



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    Mensaje por Maria Lua Miér 16 Ago 2023, 22:21

    Fabrício Carpinejar es uno de los escritores contemporáneos más famosos e importantes de la literatura nacional. Su éxito fue tan espontáneo que a veces nos preguntamos de dónde “vino” Carpinejar.


    El poeta tuvo (y mantiene) una fuerte presencia en internet, incluso antes de que las redes sociales alcanzaran la proporción y el alcance que tienen hoy. Los versos de Fabrício Carpinejar comenzaron a aparecer aquí y allá , en sitios web de texto y poesía (los que usamos para enviar un mensaje más lindo) y, principalmente, en sus blogs.


    A pesar de la sutileza al hablar de las cosas mundanas y de la vida, Carpinejar no puede decir que su propia vida haya sido fuente de inspiración. Por eso, hoy les contaré un poco sobre la vida de un poeta realmente fuera de onda , comenzando por su “apellido artístico”.

    Una mini biografía de Fabrício Carpinejar

    fabricio-carpinejar

    El escritor, poeta, columnista, periodista y presentador Fabrício Carpinejar nació en Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, el 23 de octubre de 1972. Sin embargo, Carpinejar es por cuenta del autor y lo explico.


    Hijo de Carlos Nejar y Maria Carpi, ambos poetas, Fabrício adoptó y firmó Carpinejar recién en 1998, poco después del lanzamiento de su primer libro.

    Bullying y problemas médicos en la infancia
    La infancia de Carpinejar no fue nada fácil, no bastaban los problemas de salud, aún tenía que lidiar con los acosadores escolares, en un escenario de bullying tan recurrente en la época.


    Fabrício nació con un pequeño problema en los pies, el llamado “pie plano” . Debido a esta condición, se vio obligado a usar botas ortopédicas que no le ofrecían ninguna comodidad, sino todo lo contrario.


    Además de la incomodidad de los zapatos, en la escuela los alumnos se burlaban del aspecto de Carpinejar, que recibió apodos como Cavalinho de pau, Cara de murciélago, Placenta y Panqueca .


    Esta traumática experiencia fue relatada en el libro Filhote de Cruz Credo , de 2006.


    Como si el bullying en la escuela no fuera suficiente, a Carpinejar se le diagnosticó a una edad temprana un retraso en las habilidades cognitivas y motoras , lo que le dificultaba expresarse y aprender.


    Para consternación de la familia, el consejo médico fue sacar a Fabrício del ambiente escolar e iniciar un tratamiento con medicamentos. Sin embargo, su madre se opuso a los médicos y ayudó a su hijo a superar todo esto.


    María Carpi no solo se negó a darle la medicación, sino que también mantuvo a Carpinejar en la escuela. Ella misma lo ayudó a mejorar su dicción e incluso creó juegos para ayudar a su hijo a mejorar.


    Un último detalle sobre la vida familiar: en 1981, los padres de Fabrício se separaron y fue criado por su madre.

    Carrera como escritor
    Después de contar todo esto, sobre su infancia y dificultades de aprendizaje, que superó con la ayuda de su madre, ¡parece mentira que estemos hablando de un autor de más de 40 libros y ganador de más de 20 premios !


    Fabrício Carpinejar y su familia se mudaron a Porto Alegre, ciudad donde el escritor estudió periodismo en la Universidad Federal de Rio Grande do Sul. Fue en la universidad donde Fabrício publicó su primer poema , en la revista de la Facultad de Comunicación.


    Su primer libro fue As Solas do Sol , en 1998 . Y si había alguna duda de que el escritor tendría futuro, la obra fue finalista del Premio de Literatura Açorianos 1999 , de la Secretaría Municipal de Porto Alegre (RS), en la categoría de poesía, y recibió el Premio Nacional Fernando Pessoa , de la Unión Brasileña de Escritores (RJ), en la categoría Revelación y Estreno , en 2000.


    Carpinejar realmente empezó con el pie derecho, porque en el año 2000, lanzó Um Terno de Pássaros ao Sul , y adivinen lo que pasó.


    El libro recibió el Premio Destaque Literario – Jurado Oficial como mejor libro de poesía en la 46ª Feria del Libro de Porto Alegre, en 2000. En 2001, recibió nuevamente el Premio Açorianos de Literatura , ahora en la categoría Poesía .


    El tercer libro de Carpinejar también ganó algunos premios. Terceira Sede , de 2001, ganó el Premio de Literatura Açorianos 2001 y el Premio Nacional Cecília Meireles 2001 , de la Unión Brasileña de Escritores, como Mejor Libro de Poesía de 2001.


    Entre publicaciones y premios, Fabrício Carpinejar se convirtió en maestro en Literatura Brasileña en la Universidad Federal de Rio Grande do Sul, en 2002.


    Incluso los estudios no impidieron que el escritor siguiera publicando y siendo premiado, incluso, esto es una constante en la vida del autor: libro publicado, libro premiado.


    Biografía de Uma Árvore , de 2002, recibió el Premio al Mejor Libro de Poesía 2002 de la Asociación de Escritores Gaúcha, y el Premio Nacional Olavo Bilac 2003 , de la Academia Brasileña de Letras .


    Con tantos premios, cuesta creer que fue recién en 2003, con la antología Caja de zapatos , que su notoriedad se amplió a nivel nacional.


    Independientemente del reconocimiento del gran público, Carpinejar siguió con la media de publicaciones y premios:



    en 2006, recibió el Premio Érico Veríssimo , por el Conjunto de la Obra, del Ayuntamiento de Porto Alegre;
    2009: recibió el Premio Jabuti , en la Categoría de Cuentos y Crónicas, con Canalha (2008);
    recibió el Premio de Literatura Açorianos 2010 , en la Categoría Crónicas, con el libro Mulher Perdigueira ;
    Mención de Honor en el Premio Alceu Amoroso Lima – Poesía y Libertad (2012).

    Y si todavía no lo cree, en medio de tantos libros y premios, Carpinejar incluso encontró tiempo para convertirse en coordinador del Curso de Formación de Escritores y Agentes Literarios de la Universidad de Vale do Rio dos Sinos, columnista del diario Zero Hora ( RS), presentador del programa “A Máquina”, en TV Gazeta, en São Paulo, colaborador del diario O Estado de São Paulo y de las revistas Vida Simples y Caras.


    En 2018 actuó como director, dramaturgo y actor en la obra De pai para filho , junto a su padre Carlos Nejar . Y finalmente, todavía encontró tiempo para participar en el programa Encontro, de TV Globo.

    Libros de Fabricio Carpinejar
    1998 - Las Plantas del Sol;
    2000 - Un traje de pájaros al sur;
    2001 - Tercer asiento;
    2002 - Biografía de un árbol;
    2003 - Caja de zapatos (antología);
    2004 - Porto Alegre y el día que la ciudad se escapó de casa;
    2005 - Como en el cielo/Libro de visitas;
    2006 - El amor se olvida de comenzar;
    2006 - Cachorro de Cruz Credo;
    2006 - Mi hijo, mi hija;
    2008 - Diario de un amante - Síntomas de un bien incurable;
    2008 - ¡Sinvergüenza! (crónicas);
    2009 - www.twitter.com/carpinejar;
    2010 - Hembra de perdiz;
    2010 - El chico gris;
    2011 - Borralheiro - Mi viaje por la casa;
    2011 - La niña superdotada;
    2012 - Belleza Interior - Un viaje poético por Rio Grande do Sul;
    2012 - Oh mi Dios, Oh mi Jesús: Crónicas de amor y sexo;
    2012 - Bem-vindo - Historias con las ciudades con los nombres más bellos y misteriosos de Brasil;
    2013 - Estoy esperando a alguien;
    2014 - Ayúdame a llorar;
    2014 - Guasón;
    2015 - ¿Adónde va el amor?;
    2015 - Todas las mujeres;
    2016 - Amor pasado de moda;
    2016 - Felicidad incurable;
    2017 - La amistad también es amor;
    2017 - La libertad en la vida es tener un amor al que aferrarse;
    2018 - Cuide a los padres antes de que sea demasiado tarde;
    2019 - Mi esposa tiene la contraseña de mi teléfono celular;
    2019 - La familia lo es todo;
    2020 - ¡Colo, por favor! — Reflexiones en tiempos de aislamiento.



    https://www-livrobingo-com-br.translate.goog/fabricio-carpinejar?_x_tr_sl=pt&_x_tr_tl=es&_x_tr_hl=es&_x_tr_pto=sc


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    Mensaje por Maria Lua Mar 22 Ago 2023, 17:36

    Do resumo das veredas,
    reverdece o sumo

    de ter colhido
    o sabor da vertente.
    Nossa amizade

    é mais um gole da gaita,
    um golpe no tambor.
    Nossa amizade

    é estar névoas adiante
    do que somos.
    Só é mortal

    o que não vimos.
    Despeço-me do passado
    como um cavalo sem dono.


    _________________



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    Mensaje por Maria Lua Sáb 26 Ago 2023, 14:16



    “Certa vez, minha mãe viu uma flor esplêndida que brotara no muro. Floresceu escondida. Ela foi me apontar o achado. – Ela nasceu do impossível, viu? Achou um meio de crescer na pedra. Eu fiquei maravilhado com aquela planta aérea, que não denunciava pela aparência como alcançara tal proeza. Não havia terra nenhuma por perto.

    – O impossível é o nosso medo. Sem ele, somos possíveis. Não diga “nunca posso fazer”, festeje que é um novo jeito de fazer. Ainda que o jardim seja a parede. Eu compreendi que, atrás de cada coisa, de cada lugar, de cada acontecimento, longe de tudo e perto do que não vemos, há uma flor do impossível.”


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    Mensaje por Maria Lua Sáb 26 Ago 2023, 14:18

    O mundo aparece demasiado explicado.

    Teu jeito calado indica esperança,

    mas quem diz que não é remorso?



    Sou fiel aos hábitos; tu, aos mistérios.

    Não coincidimos nossa lealdade.

    Suporto, sobrevives.



    O que adianta transbordar

    se não dás conta do mínimo?

    O que adianta me retrair

    se não percebo o invisível?


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    Mensaje por Maria Lua Sáb 26 Ago 2023, 14:19



    Não ter sido compreendido

    condenou-me a assumir verdades

    que desconhecia, filhos que

    não eram de minha boca,

    compromissos que não quis ir.



    Ao longo da fala,

    abri correspondências alheias.

    A ausência de clareza

    me perturbou a viver de favor

    em meu corpo.


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    Fabricio Carpinejar (1972- - Página 4 Empty Re: Fabricio Carpinejar (1972-

    Mensaje por Maria Lua Sáb 26 Ago 2023, 14:19

    Não me inquieto

    quando não recebo as respostas

    das perguntas que não fiz.

    Eu me conformei

    em reservar alguma coisa

    de ti para saber depois.

    Um pouco de nosso amor

    será póstumo.

    É recomendável

    não descobrir todos os segredos.



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    Mensaje por Maria Lua Sáb 26 Ago 2023, 14:20

    Os dias no verão

    são cadeiras

    para fora da casa.

    Armar o ar,

    desempalhar

    a luz e deslizar

    na esponja noturna da grama.



    Ponha esse sol de janeiro

    em minha conta.



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    Mensaje por Maria Lua Sáb 26 Ago 2023, 14:20

    Alguém dentro de mim

    mente para me proteger.

    Não sei quem tem razão

    sobre meus desastres.

    Se permaneci em excesso

    e não varei a outra margem.

    Se me deixei fora por muito tempo

    e esqueci o endereço.



    Quando estamos próximos de dizer

    é que não estamos mais aqui.



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    Mensaje por Maria Lua Sáb 26 Ago 2023, 14:21

    ão conto meus pesadelos ao acordar.

    Não termino mais uma frase inteira.



    O começo de uma conversa é difícil

    Depois mais difícil se toma

    quando ela aconteceu

    sem começar.



    Extraídos de COMO NO CÉU; e, LIVRO DE VISITAS. (Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005).




    http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/rio_grade_sul/capinejar.html


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    Mensaje por Maria Lua Jue 07 Sep 2023, 08:31


    Adega do sono – poema 5


    Dividias os gomos da fruta
    em aposentos da casa.
    A cortina do sumo
    leveda o sol levantado.
    O zodíaco do molde
    supre o gérmen do quarto.
    E o bafio estala
    a lareira das esferas
    na sala de estar
    da semente.


    “As Solas do Sol”
    (Editora Bertrand Brasil, 1998)


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    Mensaje por Maria Lua Jue 07 Sep 2023, 08:31

    Neve da Chama – poema 8


    Enraizado no canto,
    o cortejo de galos
    separava a safra de corais.
    Das quilhas coradas
    das canoas.


    “As Solas do Sol”
    (Editora Bertrand Brasil, 1998)


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    Mensaje por Maria Lua Jue 07 Sep 2023, 08:32


    Solidão a duas vozes – poema 8


    Obedecia a rapidez do sangue.
    Antes de apodrecer a luz,
    engolia a altura da árvore.



    “As Solas do Sol”
    (Editora Bertrand Brasil, 1998)




    http://www.jornaldepoesia.jor.br/carpinejar.html#poemas


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    "Ser como un verso volando
    o un ciego soñando
    y en ese vuelo y en ese sueño
    compartir contigo sol y luna,
    siendo guardián en tu cielo
    y tren de tus ilusiones."
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    Mensaje por Maria Lua Sáb 16 Sep 2023, 19:06

    E que se ponha a roupa do vento

    O jogo é inventar a goleira
    mais do que a bola.
    Garagens são traves,
    lápides são traves,
    cercas são traves,
    chinelos são traves.
    O que pode ser levado
    com uma mão,
    adivinhado pelas pernas.
    Postes de luz são traves,
    placas são traves,
    lixeiras são traves,
    bancos são traves.
    Marcar o chão numa linha imaginária,
    daqui pra ali é o campo.
    E o mundo não existe mais
    fora do giz branco.
    Um quarto está pronto a céu aberto.
    Um quintal no meio da casa.
    Uma rua cortando a praça.
    Corra no jardim sonâmbulo,
    pise a grama com raiva, raízes
    são cadarços amarrados
    nos tornozelos das árvores.
    Há coices, quedas, uivos:
    nada termina a vida,
    essa explosão suspirada.
    É um transe, a trave;
    trânsito parado, feriado.
    O defensor descansa
    na tranca dos joelhos.
    O pássaro voa de cabeça a cabeça,
    descasca a chuva, espalha os cabelos.
    A trave é montinho, formigueiro,
    capuz de ciscos, ninhos.
    Formigas transportam alimento
    por dentro dos seus riscos.
    Que seja capacete de moto,
    um tijolo, um toco,
    qualquer troco de mato e entulho.
    Dez passos ao lado e uma altura infinita,
    fazer endereço para receber cartas,
    desenhar gol de letra.
    Trave é o quadro-negro dos pés.
    Caroço de brilho, queimadura de cometa.
    Na praia, no calçadão, no descampado.
    Tudo o que foi costurado pelo invisível
    entre o corpo e uma porta.
    Pedras são traves,
    bambus são traves,
    frutas são traves.
    Até crianças são traves
    para o adulto passar
    de volta à infância.





    – Fabrício Carpinejar, poema publicado na “Revista Serafina”, na “Folha de São Paulo”, em 6.2010.


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    Mensaje por Maria Lua Sáb 16 Sep 2023, 19:07

    As horas são amargas,
    derradeiras,
    os anjos perderam

    a escala dos teus ouvidos,
    O destino nos assemelha
    mais que o nascimento.

    uas passadas são curtas,
    o perfil, enviesado.
    Há uma parelha sendo

    levada nas costas.
    Fermentas o funcho,
    o fungo e o estrume.



    – Fabrício Carpinejar, no livro “Um terno de pássaros ao sul”. 2000.




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    Mensaje por Maria Lua Sáb 16 Sep 2023, 19:08

    Ocultemos-nos um pouco. Que separes lembranças
    a confiar aos outros. Que reserves aos amigos
    noites de bar. Que não me aborreças
    com pormenores de relações passadas.
    Que eu não mexa em tua correspondência.
    não reviste na tua bolsa.
    Que seja homem de uma única mulher,
    como uma banda de um único sucesso.
    como um poeta de uma único livro.
    Que não me digam: a poesia é hereditária.
    Os filhos não merecem nossa culpa.

    Que segredo não seja amaldiçoado em degredo.
    Que a confissão não apague a avidez dos pecados.
    Que a reconciliação faça desabar crenças.
    Que envelope do sereno feche nossa rua.
    Que eu entenda ainda que tarde, agora sem ti.
    Deus improvisa.



    – Fabrício Carpinejar, no livro “Terceira sede”. 2001


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