Aires de Libertad

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    Fabricio Carpinejar (1972- - Página 6 Empty Re: Fabricio Carpinejar (1972-

    Mensaje por Maria Lua Mar 06 Feb 2024, 10:01

    Ocultemos-nos um pouco. Que separes lembranças
    a confiar aos outros. Que reserves aos amigos
    noites de bar. Que não me aborreças
    com pormenores de relações passadas.
    Que eu não mexa em tua correspondência.
    não reviste na tua bolsa.
    Que seja homem de uma única mulher,
    como uma banda de um único sucesso.
    como um poeta de uma único livro.
    Que não me digam: a poesia é hereditária.
    Os filhos não merecem nossa culpa.

    Que segredo não seja amaldiçoado em degredo.
    Que a confissão não apague a avidez dos pecados.
    Que a reconciliação faça desabar crenças.
    Que envelope do sereno feche nossa rua.
    Que eu entenda ainda que tarde, agora sem ti.
    Deus improvisa.



    – Fabrício Carpinejar, no livro “Terceira sede”. 2001.


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    "Ser como un verso volando
    o un ciego soñando
    y en ese vuelo y en ese sueño
    compartir contigo sol y luna,
    siendo guardián en tu cielo
    y tren de tus ilusiones."
    (Hánjel)





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    Fabricio Carpinejar (1972- - Página 6 Empty Re: Fabricio Carpinejar (1972-

    Mensaje por Maria Lua Mar 06 Feb 2024, 10:01

    A chuva é a única chama
    que caminha contra o vento.
    Refaço seu lastro
    com a insônia dos sapatos.

    Enlouqueço de ternura,
    indeciso entre o furor e o fulgor.
    Desperto amarrado em alguma estrela,
    servindo de referência
    para o alinhamento das esferas.



    – Fabrício Carpinejar, no livro “Biografia de uma árvore”. 2002.

    §


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    Fabricio Carpinejar (1972- - Página 6 Empty Re: Fabricio Carpinejar (1972-

    Mensaje por Maria Lua Mar 06 Feb 2024, 10:02

    O riacho é um cavalo líquido,
    a pedra é um cavalo preso.
    As borboletas são flores com abelhas dentro.
    Liberdade é apenas mudar a forma,
    o que não diminui a solidão
    do nascimento.



    – Fabrício Carpinejar, no livro “Como no céu/Livro de visitas”. 2005.

    ***


    https://www.revistaprosaversoearte.com/fabricio-carpinejar-poemas/


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    Mensaje por Maria Lua Mar 06 Feb 2024, 10:05

    ‘O velório de Maradona’, uma extraordinária crônica de Fabrício Carpinejar
    Por Revista Prosa Verso e Arte -



    O velório de Maradona


    Os argentinos sabem doer. Sabem fazer um morto se sentir importante. Sabem homenagear os seus heróis. Sabem se despedir com música e langor. Sabem expor a paixão de seu sofrimento. Sabem se desesperar. Sabem uivar aos céus, com os lobos de suas lágrimas.

    Nunca se testemunhou uma comoção nacional tão grande desde o velório de Evita Perón. Maradona é capaz de superar as duas milhões de pessoas nas ruas de 1952. E isso no meio de uma pandemia.

    Ele morre e continua jogando futebol, ele morre e continua arrastando multidões para vê-lo.

    Não é um homem, mas um estádio.

    revistaprosaversoearte.com - 'O velório de Maradona', uma extraordinária crônica de Fabrício CarpinejarPor mais frio e indiferente que qualquer um seja, não existe como não se arrepiar, mesmo quem não gosta do esporte ou quem cultivava ressalvas sobre o posicionamento político de esquerda do craque ou quem apontava os seus problemas pessoais, como as drogas e seus casamentos acidentados.

    É uma demonstração monstruosa de fé na eternidade que só é testada com a morte.

    Como diz o escritor argentino Roberto Fontanarrosa, “não me importa o que Maradona fez com a vida dele. Eu me importo com o que ele fez com a minha”.

    Ele transformou corações, garantiu ao seu povo sofrido e massacrado por golpes militares e sucessivas inflações a possibilidade de ser feliz por noventa minutos. Ele venceu uma Guerra das Malvinas paralela dentro do campo, deixando os adversários ingleses no chão e trazendo uma Copa do Mundo para casa. Ele saiu de um bairro pobre de Buenos Aires, privado de luz, com a eletricidade de suas próprias pernas.

    E pensar que ele não jogava futebol para se exibir, mas para sobreviver – na infância, disputava campeonatos para conseguir um refrigerante e um sanduíche.

    A magia nos gramados começou cedo demais. Não teve tempo de ser adulto. Estreou profissionalmente aos 15 anos – El Pibe de Oro -, com uma inacreditável habilidade de girar e mudar a sua direção e a sua velocidade. Driblou a miséria, enganou sucessivos escândalos, recomeçou sempre.

    Foi um exemplo de sinceridade passional, com as suas glórias e pecados, não querendo nunca ser um modelo para ninguém. Mantinha a consciência de que custava muito sangue ser Maradona todo o dia.

    Dom Diego é a maior celebridade da Argentina de todos os tempos. Nem a política, nem a religião produzirão um ídolo igual.

    Na sua lápide, constará: Obrigado, bola!

    E a bola responderá: Eu que agradeço, eu não sou a mesma desde que você me amou.






    https://www.revistaprosaversoearte.com/o-velorio-de-maradona-uma-extraordinaria-cronica-de-fabricio-carpinejar/


    https://www.revistaprosaversoearte.com/?s=Fabr%C3%ADcio+Carpinejar


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    Mensaje por Maria Lua Miér 14 Feb 2024, 09:13







    Un trío de pájaros al sur

    (fragmento)



    Ninguna herida

    cortaba tus pesadillas.

    Cuando a media vida te viste



    por una selva oscura, me quedé

    a conversar con tus camisas,

    y me calé las boinas



    que encendían tus cabellos.

    Tenía siete anos exactos

    y una Luna cómplice jugaba



    carreras conmigo.

    Me demoré entre la ropa

    Alineada



    como un ejército en revista,

    para intentar

    que al menos una prenda



    delatara tu deserción.

    Cuando a media vida te viste

    por una selva oscura, me quedé



    alimentando el acuario

    de las corbatas.

    Pedí privacidad a las polillas.



    Vestí tu camisa,

    y me ví copiando el ritmo

    de sus pliegues,



    la respiración copiosa,

    de mi propio

    y definitivo padre.



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    Mensaje por Maria Lua Jue 15 Feb 2024, 22:38

    Las rocas encuentran

    Las rocas encuentran
    alas en la espuma.
    Ninguna despedida compensa

    la fidelidad de la casa.
    ¿Cómo devolverá tú memoria
    las calles prestadas

    para interrumpir la infancia?
    ¿Qué eclipse, o calendario,
    va a mitigar

    la nostalgia del futuro?
    ¿Quién inventará el fuego
    sin el estilo del creador?


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