Aires de Libertad

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    Mensaje por Maria Lua Miér 14 Feb 2024, 08:35

    “OS DESAPARECIDOS"

    De repente, naqueles dias, começaram
    a desaparecer pessoas, estranhamente.
    Desaparecia-se. Desaparecia-se muito
    naqueles dias.

    Ia-se colher a flor oferta
    e se esvanecia.
    Eclipsava-se entre um endereço e outro
    ou no táxi que se ia.
    Culpado ou não, sumia-se
    ao regressar do escritório ou da orgia.
    Entre um trago de conhaque
    e um aceno de mão, o bebedor sumia.
    Evaporava o pai
    ao encontro da filha que não via.
    Mães segurando filhos e compras,
    gestantes com tricô ou grupos de estudantes
    desapareciam.
    Desapareciam amantes em pleno beijo
    e médicos em meio à cirurgia.
    Mecânicos se diluíam
    - mal ligavam o torno do dia.

    Desaparecia-se. Desaparecia-se muito
    naqueles dias.
    Desaparecia-se a olhos vistos
    e não era miopia. Desaparecia-se
    até a primeira vista. Bastava
    que alguém visse um desaparecido
    e o desaparecido desaparecia.
    Desaparecia o mais conspícuo
    e o mais obscuro sumia.
    Até deputados e presidentes esvaneciam.
    Sacerdotes, igualmente, levitando
    iam, arefeitos, constatar no além,
    como os pescadores partiam.

    Desaparecia-se. Desaparecia-se muito
    naqueles dias.
    Os atores no palco
    entre um gesto e outro, e os da platéia
    enquanto riam.
    Não, não era fácil ser poeta naqueles dias.
    Porque os poetas, sobretudo
    - desapareciam.

    Se fosse ao tempo da Bíblia, eu diria
    que carros de fogo arrebatavam os mais puros
    em mística euforia. Não era. É ironia.
    E os que estavam perto, em pânico, fingiam
    que não viam. Se abstraíam.
    Continuavam seu baralho a conversar demências
    com o ausente, como se ele estivesse ali sorrindo
    com suas roupas e dentes.

    Em toda família à mesa havia
    uma cadeira vazia, a qual se dirigiam.
    Servia-se comida fria ao extinguido parente
    e isto alimentava ficções
    - nas salas e mentes
    enquanto no palácio, remorsos vivos boiavam
    - na sopa do presidente.

    As flores olhando a cena, não compreendiam.
    Indagavam dos pássaros, que emudeciam.
    As janelas das casas, mal podiam crer
    - no que viam.
    As pedras, no entanto,
    gravavam os nomes dos fantasmas
    pois sabiam que quando chegasse a hora
    por serem pedras, falariam.

    O desaparecido é como um rio:
    - se tem nascente, tem foz.
    Se teve corpo, tem ou terá voz.
    Não há verme que em sua fome
    roa totalmente um nome. O nome
    habita as vísceras da fera
    Como a vítima corrói o algoz.

    E surgiam sinais precisos
    de que os desaparecidos, cansados
    de desaparecerem vivos
    iam aparecer mesmo mortos
    florescendo com seus corpos
    a primavera de ossos.

    Brotavam troncos de árvores,
    rios, insetos e nuvens em cujo porte se viam
    vestígios dos que sumiam.

    Os desaparecidos, enfim,
    amadureciam sua morte.

    Desponta um dia uma tíbia
    na crosta fria dos dias
    e no subsolo da história
    - coberto por duras botas,
    faz-se amarga arqueologia.

    A natureza, como a história,
    segrega memória e vida
    e cedo ou tarde desova
    a verdade sobre a aurora.

    Não há cova funda
    que sepulte
    - a rasa covardia.
    Não há túmulo que oculte
    os frutos da rebeldia.

    Cai um dia em desgraça
    a mais torpe ditadura
    quando os vivos saem à praça
    e os mortos da sepultura.


    _________________



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    "Ser como un verso volando
    o un ciego soñando
    y en ese vuelo y en ese sueño
    compartir contigo sol y luna,
    siendo guardián en tu cielo
    y tren de tus ilusiones."
    (Hánjel)





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    Mensaje por Maria Lua Miér 14 Feb 2024, 08:36

    Despedidas

    Começo a olhar as coisas
    como quem, se despedindo, se surpreende
    com a singularidade
    que cada coisa tem
    de ser e estar.
    Um beija-flor no entardecer desta montanha
    a meio metro de mim, tão íntimo,
    essas flores às quatro horas da tarde, tão cúmplices,
    a umidade da grama na sola dos pés, as estrelas
    daqui a pouco, que intimidade tenho com as estrelas
    quanto mais habito a noite!
    Nada mais é gratuito, tudo é ritual
    Começo a amar as coisas
    com o desprendimento que só têm os que amando tudo o que perderam
    já não mentem


    _________________



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    Mensaje por Maria Lua Jue 29 Feb 2024, 10:03

    Aquí yace un siglo

    donde hubo dos o tres guerras
    mundiales y millares
    de otras pequeñas guerras
    igualmente bestiales.
    Aquí yace un siglo
    donde se creyó
    que ser de izquierda
    o de derecha
    eran cuestiones centrales.
    Aquí yace un siglo
    que casi se esfumó en la nube atómica.
    Se salvó por suerte
    y por los pacifistas
    con su homeopática
    actitud
    - nux vómica.
    Aquí yace un siglo
    que un muro dividió.
    Un siglo de concreto
    armado, canceroso,
    drogado, apestado,
    que al fin sobrevivió
    a las bacterias que parió.
    Aquí yace un siglo
    que se abismó
    con las estrellas
    Epitafio para el siglo XX
    en las telas
    y que el suicidio
    de supernuevas
    contempló.
    Un siglo filmado
    que el viento se llevó.
    Aquí yace un siglo
    semiótico y despótico,
    que se creyó dialéctico
    y fue sidoso y patético.
    Un siglo que decretó
    la muerte de Dios, la muerte de la História,
    la muerte del hombre, en que se pisó la luna
    y se murió de hambre.
    Aquí yace un siglo
    que oponiendo clase a clase
    casi se desclasificó.
    Siglo lleno de anatemas,
    antenas, siberias y gestapos
    e ideológicas safenas;
    siglo tecnicolor
    que todo transplantó
    y el blanco con el negro
    a la fuerza juntó.
    Aquí yace un siglo
    que se echó en el diván.
    Siglo narciso & esquizo
    que no pudo computar
    sus neologismos.
    Siglo vanguardista,
    marxista, guerrillero,
    terrorista, freudiano,
    proustiano, joyceano,
    borges-kafkiano.
    Siglo de hippies y utopías
    que en un chip entrarían.
    Aquí yace un siglo
    que se llamó moderno
    y mirando soberbio
    el pasado y el futuro
    se creyó eterno;
    siglo que de sí
    hizo tal alarde
    y, sin embargo,
    - se va ya muy tarde.
    Fué duro atravesarlo,
    Muchas veces morí, otras
    quise volver al XVIII,
    o al XVI, saltar al XXI, salir de aquí
    ¿a qué lugar?
    - Ninguno.
    Piedad de nos, oh vosotros,
    que en otros tiempos nos juzgáis
    desde la amena galaxia
    en que irónicos estáis.
    Piedad de nos,
    -modernos medievalespiedad de nos, como Villon
    y Brecht, que por mi voz
    de nuevo imploran. Piedad
    de los que en este siglo vivieron
    per omnia saécula saeculorum.


    https://www.arquitrave.com/arquitraveantes/libreria/librospdf/affonso_romano.pdf



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    Mensaje por Maria Lua Jue 07 Mar 2024, 20:55

    OSTRA

    Estou num trabalho de ostra.
    A areia entrou-me na concha
    na carne.

    Sangro.

    Mas não se vê. O mar é grande
    e a pérola
    é pequena
    embora reluza
    como um poema.


    ****************


    OSTRA

    Estoy en un trabajo de ostra
    La arena se metió en mi caparazón
    en la carne.

    Sangro.

    Pero no se puede ver. El mar es grande
    y la perla
    es pequeña
    aunque brilla
    como un poema.


    _________________



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    Mensaje por Maria Lua Dom 10 Mar 2024, 09:39

    ONDE ESTÃO?

    Onde estão estes
    que ao nosso lado
    parecem vivos
    e são tão
    televisivos?

    _Onde estão?

    Estão todos vivendo
    Morrendo
    Cheios de adjetivos.

    Onde estão esses
    que ao nosso lado
    parecem tão produtivos
    esportivos
    e cheios de adesivos?

    _Onde estão?

    Estão todos vivendo
    Morrendo
    Comercialmente
    Ativos.

    Onde estão estes
    que ao nosso lado
    parecem tão livres
    e atrativos
    com seus dentes
    e risos?

    Onde estão?

    Estão todos vivendo
    morrendo
    prosaicamente
    cativos.

    Onde estão esses
    que ao nosso lado
    parecem tão passivos
    com ar silencioso
    e corrosivo?

    Onde estão?

    Estão apenas vivendo
    morrendo
    como sub ser vivos.



    ****************


    ¿DONDE ESTÀN?

    Donde están esos
    que a nuestro lado
    parecen vivos
    y son tan
    televisivos?

    _¿Donde están?

    todos están viviendo
    Muriendo
    Lleno de adjetivos.

    Donde están esos
    que a nuestro lado
    parecen tan productivos
    Deportivos
    y lleno de pegatinas?

    _¿Donde están?

    todos están viviendo
    Muriendo
    Comercialmente
    Activos.

    Donde están esos
    que a nuestro lado
    parecen tan libres
    y atractivos
    con tus dientes
    y risas?

    ¿Donde están?

    todos están viviendo
    muriendo
    prosaicamente
    cautivos.

    Donde están esos
    que a nuestro lado
    Parece tan pasivos
    con aire silencioso
    y corrosivo?

    ¿Donde están?

    ellos solo están viviendo
    muriendo
    como sb seres vivos.


    _________________



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    Mensaje por Maria Lua Sáb 16 Mar 2024, 08:54

    Arte-final



    Não basta um grande amor
    para fazer poemas.
    E o amor dos artistas, não se enganem,
    não é mais belo
    que o amor da gente.
    O grande amante é aquele que silente
    se aplica a escrever com o corpo
    o que seu corpo deseja e sente.
    Uma coisa é a letra,
    e outra o ato,
    quem toma uma por outra
    confunde e mente.




    ***********


    Arte final



    Un gran amor no es suficiente
    para hacer poemas.
    Y el amor de los artistas, no se equivoquen,
    no es más bello
    que el amor de la gente.
    El gran amante es el que en silencio
    se aplica a escribir con el cuerpo
    lo que tu cuerpo quiere y siente.
    Una cosa es la letra,
    y otra el acto,
    que toma uno por otro
    confunde y miente.


    _________________



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    Mensaje por Maria Lua Sáb 23 Mar 2024, 10:02

    A Morte Vizinha


    Estou jogando água nas plantas
    com o olhar no azul do mar
    e minha vizinha está morta.
    Sozinho em casa, improviso um almoço
    e a morta vizinha já não come.
    Comprei jornais
    que a morta vizinha já não lê.
    A morta vizinha
    a morte vizinha
    a minha morte
    que se avizinha.


    _________________



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    Mensaje por Maria Lua Vie 29 Mar 2024, 13:33

    Preciso do teu silêncio
    cúmplice
    sobre minhas falhas.
    Não fale.
    Um sopro, a menor vogal
    pode me desamparar.
    E se eu abrir a boca
    minha alma vai rachar.
    O silêncio, aprendo,
    pode construir. É um modo
    denso/tenso
    – de coexistir.
    Calar, às vezes,
    é fina forma de amar



    **************


    Necesito tu silencio
    cómplice
    sobre mis errores.
    No hables.
    Un suspiro, la vocal más pequeña.
    puede abandonarme.
    Y si abro la boca
    mi alma se romperá.
    El silencio, aprendo,
    puede construir. Es una manera
    densa/tensa
    – de coexistir.
    Callar a veces
    es una fina forma de amar


    _________________



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    Mensaje por Maria Lua Dom 31 Mar 2024, 09:38

    Poemas para a Amiga


    (Fragmento 2)


    Eu sei quando te amo:
    é quando com teu corpo eu me confundo,
    não apenas nesta mistura de massa e forma,
    mas quando na tua alma eu me introduzo
    e sinto que meu sangue corre em ti,
    e tudo que é teu corpo
    não é que um corpo meu
    que se alongou de mim.
    Eu sei quando te amo:
    é quando eu te apalpo e não te sinto,
    e sinto que a mim mesmo então me abraço,
    a mim
    que amo e sou um duplo,
    eu mesmo
    e o corpo teu pulsando em mim.





    *****************


    Poemas para la Amiga


    (Fragmento 2)


    Sé cuando te amo:
    Ahí es cuando me confundo con tu cuerpo,
    no sólo en esta mezcla de masa y forma,
    pero cuando en tu alma me introduzco
    y siento que mi sangre corre en ti,
    y todo lo que es tu cuerpo
    No es que mi cuerpo
    que se alargó en mí.
    Sé cuando te amo:
    Es cuando te toco y no te siento,
    y siento que me abrazo,
    a mi
    que amo y soy un doble,
    Yo mismo
    y tu cuerpo palpitando en mí.


    _________________



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    Mensaje por Maria Lua Jue 04 Abr 2024, 10:41

    Arte-final

    Não basta um grande amor
    para fazer poemas.
    E o amor dos artistas, não se enganem,
    não é mais belo
    que o amor da gente.
    O grande amante é aquele que silente
    se aplica a escrever com o corpo
    o que seu corpo deseja e sente.
    Uma coisa é a letra,
    e outra o ato,
    quem toma uma por outra
    confunde e mente.



    **************


    Arte final

    Ul gran amor no es suficiente
    para hacer poemas.
    Y el amor de los artistas, no os equivocais,
    no es más bello
    que nuestro amor.
    El gran amante es el que en silencio
    se aplica a escribir con el cuerpo
    lo que su cuerpo quiere y siente.
    Una cosa es la letra
    y otra el acto,
    quien toma uno por otro
    confunde y miente.


    _________________



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    "Ser como un verso volando
    o un ciego soñando
    y en ese vuelo y en ese sueño
    compartir contigo sol y luna,
    siendo guardián en tu cielo
    y tren de tus ilusiones."
    (Hánjel)





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    Mensaje por Maria Lua Dom 14 Abr 2024, 14:20

    Nada mudou em essência.

    Cantamos parabéns nas festas,
    discutimos futebol na esquina
    morremos em estúpidos desastres
    e volta e meia
    um de nós olha o céu quando estrelado
    com o mesmo pasmo das cavernas.
    E cada geração , insolente,
    continua a achar
    que vive no ápice da história.



    **************


    En esencia, nada ha cambiado.

    Cantamos feliz cumpleaños en las fiestas,
    hablamos de futbol en la esquina
    morimos en estúpidos desastres
    y de vez en cuando
    Uno de nosotros mira al cielo cuando está estrellado.
    con el mismo asombro que en las cuevas.
    Y cada generación, insolente,
    sigue pensando
    que vive en la cúspide de la historia.


    _________________



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    "Ser como un verso volando
    o un ciego soñando
    y en ese vuelo y en ese sueño
    compartir contigo sol y luna,
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    Mensaje por Maria Lua Vie 26 Abr 2024, 18:11

    Confluência


    Ter-te amado, a fantasia exata se cumprindo
    sem distância.
    Ter-te amado convertendo em mel
    o que era ânsia.
    Ter-te amado a boca, o tato, o cheiro:
    intumescente encontro de reentrâncias.
    Ter-te amado
    fez-me sentir:

    no corpo teu, o meu desejo
    – é ancorada errância.




    **********



    Confluencia


    Haberte amado, cumplindose la fantasía exacta
    sin distancia.
    Haberte amado convirtiéndote en miel
    lo que era ansia
    Haberte amado la boca, el tacto, el olor:
    encuentro tumescente de recovecos.
    haberte amado
    Me hizo sentir:

    en tu cuerpo, mi deseo
    – está anclado la errancia.


    _________________



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    o un ciego soñando
    y en ese vuelo y en ese sueño
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    Mensaje por Maria Lua Jue 16 Mayo 2024, 12:48

    Ali o poema
    olhado de binóculo
    — só de longe tocado —
    e o autor, falso piloto
    largado na pista ou salas
    do aeroporto, atrás do vidro,
    enquanto o texto
    levanta seu vôo cego
    com o radar da emoção.

    Enfim,
    um poema que vira pássaro
    onde termina a mão
    ou avião desgovernado
    que ilude o autor e a pista
    e explode na escuridão



    ****************


    Allí el poema
    mirando a través de prismáticos
    — sólo tocado desde lejos —
    y el autor, falso piloto
    echado en la pista o salas
    del aeropuerto, detrás del cristal,
    mientras el texto
    levanta tu vuelo ciego
    con el radar de la emoción.

    al final,
    un poema que se convierte en pájaro
    donde termina la mano
    o avión fuera de control
    que se le escapa al autor y la pista
    y explota en la oscuridad


    _________________



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    siendo guardián en tu cielo
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    Mensaje por Maria Lua Sáb 18 Mayo 2024, 17:43

    Balada dos Casais

    Os casais são tão iguais,
    por isto se casam
    e anunciam nos jornais.
    Os casais são tão iguais,
    por isto se beijam
    fazem filhos, se separam
    prometendo
    não se casarem jamais.
    Os casais são tão iguais,
    que além de trocar fraldas,
    tirar fotos, acabam se tornando
    avós e pais.
    Os casais são tão iguais,
    que se amam e se insultam
    e se matam na realidade
    e nos filmes policiais.
    Os casais são tão iguais,
    que embora jurem um ao outro
    amor eterno
    sempre querem mais.




    ****************


    Balada de las parejas

    Las parejas son tan iguales
    Por eso se casan
    y anuncian en los periódicos.
    Las parejas son tan parecidas
    por eso se besan
    tienen hijos, se separan
    y prometen
    nunca volver a casar.
    Las parejas son tan  iguales
    que además de cambiar pañales,
    tomar fotos, terminan convirtiéndose
    en abuelos y padres.
    Las parejas son tan  iguales
    que se aman y se insultan
    y se matan en la realidad
    y en las películas policiales.
    Las parejas son tan  iguales
    que aunque se juran el uno al otro
    amor eterno
    siempre quieren más.


    _________________



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