Aires de Libertad

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      VINICIUS DE MORAES  - Página 34 Empty Re: VINICIUS DE MORAES

      Mensaje por Maria Lua Sáb 03 Feb 2024, 21:31

      A MÚSICA DAS ALMAS


      Le mal est dans le monde comme un esclave qui monte l’eau.
      Claudel


      Na manhã infinita as nuvens surgiram como a loucura numa alma
      E o vento como o instinto desceu os braços das árvores que estrangularam a terra...

      Depois veio a claridade, o grande céu, a paz dos campos...
      Mas nos caminhos todos choravam com os rostos levados para o alto
      Porque a vida tinha misteriosamente passado na tormenta.





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      compartir contigo sol y luna,
      siendo guardián en tu cielo
      y tren de tus ilusiones."
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      VINICIUS DE MORAES  - Página 34 Empty Re: VINICIUS DE MORAES

      Mensaje por Maria Lua Dom 04 Feb 2024, 19:42

      VINTE ANOS


      Pela campina as borboletas se amam ao estrépito das asas.
      Tudo quietação de folhas. E um sol frio
      Interiorizando as almas.

      Mergulhado em mim mesmo, com os olhos errando na campina
      Eu me lembro da minha juventude.
      Penso nela como os velhos na mocidade distante:
      — Na minha juventude…

      Eu fui feliz nesse passado grato
      Viviam então em mim forças que já me faltam.
      Possuía a mesma sinceridade nos bons e maus sentimentos.
      Aos frenesis da carne se sucediam os grandes misticismos quietos.
      Era um pequeno condor que ama as alturas
      E tem confiança nas garras.
      Tinha fé em Deus e em mim mesmo
      Confessava-me todo domingo
      E tornava a pecar toda segunda-feira
      Tinha paixão por mulheres casadas
      E fazia sonetos sentimentais e realistas
      Que catalogava num grande livro preto
      A que tinha posto o nome de Fœderis Arca.

      A minha juventude...
      Onde eu seguia ansioso Tartarin pelos Alpes
      E Júlio Verne foi o mais audaz de todos os cérebros...
      Onde Mr. Pickwick era a alegria das noites de frio
      E Athos o mais perfeito de todos os homens...
      A minha juventude
      Onde Cervantes não era o filósofo de D. Quixote...

      A minha juventude
      E a noite passada em claro chorando Jean Valjean que Victor Hugo matara...

      Como vai longe tudo!
      Pesa-me como uma sufocação meus próximos vinte anos
      E esta experiência das coisas que aumenta a cada dia.

      Medo de ser jovem agora e ser ridículo
      Medo da morte futura que a minha juventude desprezava
      Medo de tudo, medo de mim próprio
      Do tédio das vigílias e do tédio dos dias...
      Virá para mim uma velhice como vem para os outros
      Que me dissecará na experiência?

      Da campina verde voaram as borboletas...

      Só a quietação das folhas
      E o meu turbilhão de pensamentos.


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      siendo guardián en tu cielo
      y tren de tus ilusiones."
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      Mensaje por Maria Lua Lun 05 Feb 2024, 20:41

      TRECHO


      Quem foi, perguntou o Celo
      Que me desobedeceu?

      Quem foi que entrou no meu reino
      E em meu ouro remexeu?
      Quem foi que pulou meu muro
      E minhas rosas colheu?
      Quem foi, perguntou o Celo
      E a Flauta falou: Fui eu.


      Mas quem foi, a Flauta disse
      Que no meu quarto surgiu?
      Quem foi que me deu um beijo
      E em minha cama dormiu?
      Quem foi que me fez perdida
      E que me desiludiu?
      Quem foi, perguntou a Flauta
      E o velho Celo sorriu.



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      Mensaje por Maria Lua Vie 09 Feb 2024, 17:51

      A IMPOSSÍVEL PARTIDA


      Como poder-te penetrar, ó noite erma, se os meus olhos cegaram nas luzes da cidade
      E se o sangue que corre no meu corpo ficou branco ao contato da carne indesejada?...
      Como poder viver misteriosamente os teus recônditos sentidos
      Se os meus sentidos foram murchando como vão murchando as rosas colhidas
      E se a minha inquietação iria temer a tua eloquência silenciosa?...
      Eu sonhei!... Sonhei cidades desaparecidas nos desertos pálidos
      Sonhei civilizações mortas na contemplação imutável
      Os rios mortos... as sombras mortas... as vozes mortas...
      ...o homem parado, envolto em branco sobre a areia branca e a quietude na face...
      Como poder rasgar, noite, o véu constelado do teu mistério
      Se a minha tez é branca e se no meu coração não mais existem os nervos calmos
      Que sustentavam os braços dos Incas horas inteiras no êxtase da tua visão?...
      Eu sonhei!... Sonhei mundos passando como pássaros
      Luzes voando ao vento como folhas
      Nuvens como vagas afogando luas adolescentes...
      Sons... o último suspiro dos condenados vagando em busca de vida...
      O frêmito lúgubre dos corpos penados girando no espaço...
      Imagens... a cor verde dos perfumes se desmanchando na essência das coisas...
      As virgens das auroras dançando suspensas nas gazes da bruma
      Soprando de manso na boca vermelha dos astros...

      Como poder abrir no teu seio, ó noite erma, o pórtico sagrado do Grande Templo
      Se eu estou preso ao passado como a criança ao colo materno
      E se é preciso adormecer na lembrança boa antes que as mãos desconhecidas me arrebatem?...



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      Mensaje por Maria Lua Lun 12 Feb 2024, 10:41

      BALADA DAS MENINAS DE BICICLETA



      Meninas de bicicleta
      Que fagueiras pedalais
      Quero ser vosso poeta!
      Ó transitórias estátuas
      Esfuziantes de azul
      Louras com peles mulatas
      Princesas da zona sul:
      As vossas jovens figuras
      Retesadas nos selins
      Me prendem, com serem puras
      Em redondilhas afins.
      Que lindas são vossas quilhas
      Quando as praias abordais!
      E as nervosas panturrilhas
      Na rotação dos pedais:
      Que douradas maravilhas!
      Bicicletai, meninada
      Aos ventos do Arpoador
      Solta a flâmula agitada
      Das cabeleiras em flor
      Uma correndo à gandaia
      Outra com jeito de séria
      Mostrando as pernas sem saia
      Feitas da mesma matéria.
      Permanecei! vós que sois
      O que o mundo não tem mais
      Juventude de maiôs
      Sobre máquinas da paz
      Enxames de namoradas
      Ao sol de Copacabana
      Centauresas transpiradas
      Que o leque do mar abana!
      A vós o canto que inflama
      Os meus trint'anos, meninas
      Velozes massas em chama
      Explodindo em vitaminas.
      Bem haja a vossa saúde
      À humanidade inquieta
      Vós cuja ardente virtude
      Preservais muito amiúde
      Com um selim de bicicleta
      Vós que levais tantas raças
      Nos corpos firmes e crus:
      Meninas, soltai as alças
      Bicicletai seios nus!
      No vosso rastro persiste
      O mesmo eterno poeta
      Um poeta - essa coisa triste
      Escravizada à beleza
      Que em vosso rastro persiste,
      Levando a sua tristeza
      No quadro da bicicleta.



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      Mensaje por Maria Lua Miér 14 Feb 2024, 09:34

      IMITAÇÃO DE RILKE



      Alguém que me espia do fundo da noite
      Com olhos imóveís brilhando na noite
      Me quer.

      Alguém que me espia do fundo da noite
      (Mulher que me ama, perdida na noite?)
      Me chama.

      Alguém que me espia do fundo da noite
      (És tu, Poesia, velando na noite?)
      Me quer.

      Alguém que me espia do fundo da noite
      (Também chega a Morte dos ermos da noite…)
      Quem é?




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      Mensaje por Maria Lua Sáb 17 Feb 2024, 08:37

      TRÊS RESPOSTAS EM FACE DE DEUS


      Familles, je vous hais! foyers clos; portes refermées; possessions jalouses du bonheur.
      A. Gide

      C'est l'ami ni ardent ni faible. L'ami.
      Rimbaud

      …ô Femme, monceau d'entrailles, pitié douce Tu n'est jamais la soeur de charité, jamais
      Rimbaud

      Sim, vós sois... (eu deveria ajoelhar dizendo os vossos nomes!)
      E sem vós quem se mataria no presságio de alguma madrugada?
      À vossa mesa irei murchando para que o vosso vinho vá bebendo
      De minha poesia farei música para que não mais vos firam os seus acentos dolorosos
      Livres as mãos e serei Tântalo — mas o suplício da sede vós o vereis apenas nos meus olhos
      Que adormeceram nas visões das auroras geladas onde o sol de sangue não caminha...

      E vós!... (Oh, o fervor de dizer os vossos nomes angustiados!)
      Deixai correr o vosso sangue eterno sobre as minhas lágrimas de ouro!
      Vós sois o espírito, a alma, a inteligência das coisas criadas
      E a vós eu não rirei — rir é atormentar a tragédia interior que ama o silêncio
      Convosco e contra vós eu vagarei em todos os desertos
      E a mesma águia se alimentará das nossas entranhas tormentosas.

      E vós, serenos anjos... (eu deveria morrer dizendo os vossos nomes!)
      Vós cujos pequenos seios se iluminavam misteriosamente à minha presença silenciosa!
      Vossa lembrança é como a vida que não abandona o espírito no sono
      Vós fostes para mim o grande encontro...
      E vós também, ó árvores de desejo! Vós, a jetatura de Deus enlouquecido
      Vós sereis o demônio em todas as idades.


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      Mensaje por Maria Lua Lun 19 Feb 2024, 19:49

      BARCAROLA


      Parti-me, trágico, ao meio
      De mim mesmo, na paixão.
      A amiga mostrou-me o seio
      Como uma consolação.

      Dormi-lhe no peito frio
      De um sono sem sonhos, mas
      A carne no desvario
      Da manhã, roubou-me a paz.

      Fugi, temeroso ao gesto
      Do seu receio modesto
      E cálido; enfim, depois

      Pensando a vida adiante
      Vi o remorso distante
      Desse crime de nós dois.


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      Mensaje por Maria Lua Miér 21 Feb 2024, 19:42

      AZUL E BRANCO




      Concha e cavalo-marinho
      Mote de Pedro Nava


      I

      Massas geométricas
      Em pautas de música
      Plástica e silêncio

      Do espaço criado.

      Concha e cavalo-marinho.

      O mar vos deu em corola
      O céu vos imantou

      Mas a luz refez o equilíbrio.

      Concha e cavalo-marinho.

      Vênus anadiômena
      Multípede e alada
      Os seios azuis
      Dando leite à tarde
      Viu-vos Eupalinos
      No espelho convexo
      Da gota que o orvalho
      Escorreu da noite
      Nos lábios da aurora.

      Concha e cavalo-marinho.

      Pálpebras cerradas
      Ao poder violeta
      Sombras projetadas
      Em mansuetude
      Sublime colóquio
      Da forma com a eternidade.

      Concha e cavalo-marinho.


      II

      Na verde espessura
      Do fundo do mar
      Nasce a arquitetura.

      Da cal das conchas
      Do sumo das algas
      Da vida dos polvos
      Sobre tentáculos
      Do amor dos pólipos
      Que estratifica abóbadas
      Da ávida mucosa
      Das rubras anêmonas
      Que argamassa peixes
      Da salgada célula
      De estranha substância
      Que dá peso ao mar.

      Concha e cavalo-marinho.

      Concha e cavalo-marinho:
      Os ágeis sinuosos
      Que o raio de luz
      Cortando transforma
      Em claves de sol
      E o amor do infinito
      Retifica em hastes
      Antenas paralelas
      Propícias à eterna
      Incursão da música.

      Concha e cavalo-marinho.


      III

      Azul... Azul...

      Azul e Branco
      Azul e Branco
      Azul e Branco
      Azul e Branco
      Azul e Branco
      Azul e Branco
      Azul e Branco
      Azul e Branco
      Azul e Branco
      Azul e Branco
      Azul e Branco
      Azul e Branco
      Azul e Branco
      Azul e Branco

      Concha...
      e cavalo-marinho.





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      VINICIUS DE MORAES  - Página 34 Empty Re: VINICIUS DE MORAES

      Mensaje por Maria Lua Lun 26 Feb 2024, 21:26

      A MAIOR SOLIDÃO É A DO SER QUE NÃO AMA




      A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.

      A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,
      o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.

      O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
      o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.


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      siendo guardián en tu cielo
      y tren de tus ilusiones."
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      Mensaje por Maria Lua Ayer a las 16:44

      VINICIUS DE MORAES, POETA HACIA UN MUNDO HERMOSO.

      Nacido en el seno de una familia aficionada a la música, de Moraes comenzó a escribir poesía a una edad temprana. A los 14 años se hizo amigo de los hermanos Paulo y Haroldo Tapajós y compuso con este último Loura ou Morena, su primera canción.

      En 1929, comenzó a estudiar derecho en Río de Janeiro. A partir de 1932 escribió las letras de diez canciones que fueron grabadas por los hermanos Tapajós. Cuando finalizó sus estudios, publicó sus libros Caminho para a distância (1933) y Forma e exégese.

      Más tarde (1935) comenzó a trabajar como censor cinematográfico y escribió su tercer libro Ariana, a mulher (1936).

      En 1938 de Moraes se instaló en Inglaterra con una beca concedida por el gobierno inglés en la Universidad de Oxford y escribió Novos Poemas. En 1941 volvió a Río y comenzó a escribir críticas de cine en periódicos y revistas.

      Dos años más tarde se unió al cuerpo diplomático de Brasil y publicó su libro Cinco elegías. En 1946 fue enviado a Los Ángeles como vicecónsul en su primer destino diplomático y publicó su obra Poemas, sonetos y baladas.

      Al principio de 1950, de Moraes volvió a Brasil por la muerte de su padre. Su primer samba (compuesto junto con el músico Antônio Maria) fue Quando tu passas por mim y se publicó en 1953.

      En ese año se trasladó a Francia como segundo secretario de la embajada de Brasil. Su obra de teatro Orfeu da Conceição ganó el Concurso del IV Centenario de São Paulo en 1954.

      Al año siguiente escribió la letra de algunas de las piezas de música de cámara de Cláudio Santoro. En 1959 Marcel Camus lleva al cine Orfeu da Conceição con el título de Orfeo negro.

      En esa época de Moraes entra en contacto con Antonio Carlos Jobim, iniciando una amistad y una colaboración que tiempo después, con la incorporación de João Gilberto daría lugar a un movimiento de renovación en la música brasileña.

      Jobim escribe la música para Se todos fossem iguais a você, Um nome de mulher y otras canciones de la película, grabadas, entre otros, por Luís Bonfá.

      Orfeo negro ganó el Óscar a la mejor película de habla no inglesa, la Palma de Oro en el Festival de Cannes y el premio de la Academia Británica. En ese momento era cónsul en Montevideo. Tras un regreso a sus destinos diplomáticos en Francia y Uruguay, publicó sus obras Livro de sonetos y Novos poemas II.

      En 1958, la cantante Elizeth Cardoso publicó el disco Canção do amor demais, que marcó el comienzo de la bossa-nova. Este disco sólo contiene composiciones del dúo Jobim-de Moraes, o realizadas por sólo uno de los dos (Canção do amor demais, Luciana, Estrada branca, Chega de saudade, Outra vez...), en una producción que también incluía a João Gilberto en las dos últimas pistas.

      Tras ese disco, la carrera de todos ellos recibió un gran impulso. Suele decirse que Chega de saudade es el tema que inaugura la bossa nova.

      En los años sesenta, Vinícius realizó colaboraciones con muchos cantantes y músicos reconocidos en Brasil, en particular con Toquinho (el colaborador más frecuente de De Moraes y uno de sus grandes amigos).

      Sus canciones Para uma menina com uma flor y Samba da bênção (con música de Baden Powell) fueron incluidas en la banda sonora de Un homme et une femme (de Claude Lelouch, 1966), película ganadora del Festival de Cannes.

      Aparte de sus compañeros brasileños, cientos de intérpretes de muchas nacionalidades y estilos han grabado alguna de sus más de 400 canciones.

      Entre ellas, sobresale Garota de Ipanema (con música de Tom Jobim) por la incontable cantidad de interpretaciones, versiones, adaptaciones, traducciones y grabaciones de las cuales ha sido objeto.

      Se estima que es una de las tres canciones más versionadas en la historia de la música contemporánea, junto con Bésame Mucho (de la autoría de la mexicana Consuelo Velázquez) y Yesterday, de Paul McCartney.

      Tal vez sea debido a la circunstancia de que la poesía de Vinicius está íntimamente ligada a la Bossa Nova y la música popular brasileña, aunado a su estilo de vida, que su obra no goza de la consideración que merece dentro de los círculos intelectuales y el mundo de las letras.

      Sin embargo, existen varios poetas, escritores, críticos y ensayistas dentro y fuera de Brasil que lo consideran como uno de los tres mayores exponentes de la poesía en lengua portuguesa.

      Sus poemas logran una armonía y una belleza estética sumamente apreciadas, y el fondo filosófico-romántico en ellos es interpretado como verdaderos atajos para la felicidad. Quizás el mejor ejemplo de lo anterior sea el poema Para viver um grande amor, donde quedan sintetizadas toda la filosofía y la forma poética preferidas por este gran bohemio.

      Mención aparte merece su enorme atracción hacia las mujeres. Todo parece indicar que contrajo matrimonio en siete ocasiones y procreó diez hijos.

      Vinícius de Moraes murió en Río de Janeiro a la edad de 66 años.



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