Aires de Libertad

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MANUEL BANDEIRA (1886-1968)

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Mensaje por Maria Lua Sáb 13 Mar 2021, 05:01

MOZART NO CÉU



No dia 5 de dezembro de 1791 Wolfgang Amadeus
Mozart entrou no céu, como um artista de circo,
fazendo piruetas extraordinárias sobre um mirabolante
cavalo branco.



Os anjinhos atónitos diziam: Que foi ? Que não foi ?
Melodias jamais-ouvidas voavam nas linhas suplementares

superiores da pauta.
Um momento se suspendeu a contemplação inefável.
A Virgem beijou-o na testa

E desde então Wolfgang Amadeus Mozart foi o mais moço
dos anjos


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o un ciego soñando
y en ese vuelo y en ese sueño
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Mensaje por Maria Lua Sáb 13 Mar 2021, 05:01

A MATA



A MATA agita-se, revoluteia, contorce-se toda

e sacode-se!

mata hoje tem alguma coisa para dizer.
E ulula, e contorce-se toda, como a atriz de uma pantomina

trágica.
Cada galho rebelado
Inculca a mesma perdida ânsia.
Todos eles sabem o mesmo segredo pânico.
Ou então—é que pedem desesperadamente a mesma
instante coisa.



Que saberá a mata ? Que pedirá a mata ?
Pedirá água?

Mas a água despenhou-se há pouco, fustigando-a,
escorraçando-a, saciando-a como aos alarves.

Pedirá o fogo para a purificação das necroses milenárias ?

Ou não pede nada, e quer falar e não pode ?

Terá surpreendido o segredo da terra pelos ouvidos finíssimos
das suas raízes ?

A mata agita-se, revoluteia, contorce-se toda e sacode-se!

A mata está hoje como uma multidão em delírio coletivo.



Só uma touça de bambus, à parte,

Balouça levemente .. . levemente ... levemente ...

E parece sorrir do delírio geral.



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Mensaje por Maria Lua Sáb 13 Mar 2021, 05:02

O CACTO



AQUELE cacto lembrava os gestos desesperados da estatuária: Laocoonte constrangido pelas serpentes,
Ugolino e os filhos esfaimados.

Evocava também o seco nordeste, carnaúbais, caatingas ...





Era enorme, mesmo para esta terra de feracidades excepcionais.



Um dia um tufão furibundo abateu-o pela raiz.
O cacto tombou atravessado na rua,

Quebrou os beirais do casario fronteiro,

Impediu o trânsito de bondes, automóveis, carroças,

Arrebentou os cabos elétricos e durante vinte e quatro horas

privou a cidade de iluminação e energia:

—Era belo, áspero, intratável.



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