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    Mensaje por Maria Lua Jue 16 Mar 2023, 10:18

    POESIAS GAÚCHAS


    1- Mateando - Jayme Caetano Braun





    Meu patrício
    Aí foi o mate
    Vá chupando despacito
    Que é triste matear solito
    Quando a velhice nos bate
    Por isso, neste arremate
    Que chegou no arrepio
    Meu velho peito vazio
    Que já teve tanta dona
    Ressonga que nem cordeona
    Nos bailes de rancherio

    Não é que me falte fibra
    Nem firmeza no garrão
    Pois meu velho coração
    Bem com passado ainda vibra
    Quem gastou libra por libra
    Da sorte fazendo alarde
    Não cala por ser covarde
    Nem chora por ser manheiro
    Lamenta el sol verdadeiro
    Que vai borcando na tarde

    É a saudade
    Essa punilha
    Que vai nos roendo canal
    Esse caruncho infernal
    Que fura até curunilha
    É a derradeira tropilha
    Da vida martironiada

    Que chegando ao fim da estrada
    Se dá conta num segundo
    Que veio e vai deste mundo
    Sofrendo a troco de nada

    É triste matear sozinho
    De tarde ou de madrugada
    Amargando a paleteada
    De algum passado carinho

    Como dói lembrar o ninho
    Que o tempo levou na enchente
    Mas porém deixou semente
    De tristeza e de amargura
    Pra reviver a ternura
    De alguém que já foi da gente

    É por isso meu Patrício
    Que não mateio solito
    Embora o verde bendito
    Pra mim seja mais que vício
    É o meu último munício
    Que não despenso, nem largo
    E peço a Deus
    Sem embargo
    Da xucreza do meu canto
    Que no céu
    Me guarde um santo
    Parceiro pra um mate amargo







    Última edición por Maria Lua el Lun 24 Jul 2023, 13:44, editado 2 veces


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    "Ser como un verso volando
    o un ciego soñando
    y en ese vuelo y en ese sueño
    compartir contigo sol y luna,
    siendo guardián en tu cielo
    y tren de tus ilusiones."
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    Mensaje por Maria Lua Vie 17 Mar 2023, 08:17

    2 El gaucho Martin Fierro - Voz - Juan José Güiraldes



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    Mensaje por Maria Lua Vie 17 Mar 2023, 13:06

    3 - El perdón, obra del poeta uruguayo Yamandú Rodriguez, intérpretado por Ernesto Sánchez Uriarte.



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    Mensaje por Maria Lua Vie 17 Mar 2023, 15:15

    4 - EL GAUCHO ORIENTAL



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    Mensaje por Maria Lua Vie 17 Mar 2023, 15:21



    5 - Jayme Caetano Braun e Lúcio Yanel - Alma Pampa




    Alma Pampa, poesia de Jayme Caetano Braun [1924  - 1999], payador e poeta do Rio Grande do Sul, El payador do Brasil, acompanhado por Lúcio Yanel [1946],  alicerce do violão solista na música do sul da América Latina.
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Jaime_C...
    https://es.wikipedia.org/wiki/Lúcio_Y...
    http://www.lucioyanel.com.br/

    Alma Pampa

    Quem te batizou milonga, decerto foi algum monge
    Que escutou de muito longe o teu murmúrio de sanga
    Ou quem sabe alguma changa, dormideira nos arreios
    Dessas que fazem ponteios com unhas de japecanga

    Ou quem sabe algum sorsal, de topete colorado
    Num prelúdio abarbarado das canas do taquaral
    Talvez quem sabe um bagual corcoveando num repecho
    Floreando as cordas do queixo nas pontas do pastiçal

    Brasileira, castelhana, milonga ronco de mate
    Tu nasceste do embate da velha saga pampeana
    Espanhola, lusitana, entre patriadas e domas
    Sem divisas, sem diplomas, cursando o mesmo dialeto
    Porque o vento analfabeto fala em todos idiomas

    Quem sabe talvez a lança, riscando a primeira linha
    Quando a adaga sem bainha, cadenciava uma romanza
    Ou talvez a vaca mansa, dentro da várzea perdida
    Na ternura enrouquecida, feita de instinto e lamento
    Anunciando o nascimento da cria recém lambida

    Por isso em qualquer fronteira, no esboço da lonjura
    És a mais linda mistura da nobre estirpe campeira
    Fidalga e aventureira, com geografia na cara
    Passaporte tapejara, no caminho dos andejos
    Reculutando solfejos que uma linha não separa

    Alma de pampa e semente que nasceu nos dois costados
    Herança dos mal domados que formaram nossa gente
    O passado e o presente e o futuro dimensionas
    Nas primas e nas bordonas do garrão do continente
    .


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    Mensaje por Maria Lua Sáb 18 Mar 2023, 09:19




    6- Jayme Caetano Braun - O Tempo


    Do Tempo


    Jayme Caetano Braun



    O tempo vai repontando
    O meu destino pagão
    Vou tenteando o chimarrão
    Da madrugada clareando
    Enquanto escuto estralando
    O velho brasedo vivo
    Nesse ritual primitivo
    Sempre esperando, esperando...

    É a sina do tapejara
    Nós somos herdeiros dela
    Bombear a barra amarela
    Do dia quando se aclara
    Sentir que a mente dispara
    Nos rumos que o tempo traça
    Eu me tapo de fumaça
    E olho o tempo veterano
    Entra ano e passa ano
    Ele fica a gente passa

    Que viu o tempo passar
    Há muita gente que pensa
    Mas é grande a diferença
    Ele não sai do lugar
    A gente que vive a andar
    Como quem cumpre um ritual
    É o destino do mortal
    É o caminho dos mortais
    Andar e andar nada mais
    Contra o tempo, sempre igual.

    Tempo é alguém que permanece
    Misterioso impenetrável
    Num outro plano imutável
    Que o destino desconhece
    Por isso a gente envelhece
    Sem ver como envelheceu
    Quando sente aconteceu
    E depois de acontecido
    Fala de um tempo perdido
    Que a rigor nunca foi seu.

    Pensamento complicado
    Do índio que chimarreia
    Bombeando na volta e meia
    Do presente no passado
    Depois sigo ensimesmado
    Mateando sempre na espera
    O fim da estrada é a tapera
    O não se sabe do eterno
    Mas a esperança do inverno
    É a volta da primavera.

    Os sonhos são estações
    Em nossa mente de humanos
    Que muitas vezes profanos
    Buscamos compensações
    Na realidade as razões
    Onde encontramos saída
    Nessa carreira perdida
    Que contra o tempo corremos
    Já que, a rigor, não sabemos
    O que haverá além da vida.

    Dentro das filosofias
    Dos confúcios galponeiros
    Domadores, carreteiros
    Que escutei nas noites frias
    Acho que a fieira dos dias
    Não vale a pena contar
    E chego mesmo a pensar
    Olhando o brasedo perto
    Que a vida é um crédito aberto
    Que é preciso utilizar.

    Guardar dias pro futuro
    É sempre a grande tolice
    O juro é sempre a velhice
    E de que adiante este juro
    Se ao índio mais queixo duro
    O tempo amansa no assédio
    Gastar é o melhor remédio
    No repecho e na descida
    Porque na conta da vida
    Não adianta saldo médio!


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    Mensaje por Maria Lua Sáb 18 Mar 2023, 09:24

    7 - Lo que's lindo - Omar Moreno Palacios (1972)



    Nació en Chascomús el 5 de septiembre de 1938. Hijo de Pedro Ponciano Moreno y Julia Josefa Palacios donde por herencia de fogones aprendió a cantar y contar cosas con historia, algunas alegres, otras no tanto, mostrando la capacidad del poeta para reflejar paisajes y emociones. Era un tradicionalista, criador de caballos criollos.

    "Tuve mi primera petisa zaina a los 6 años. Y más o menos a los 9, mi tío Eusebio me dijo: "Si usted quiere ser gaucho no tienen que andar en yegua". Esa petisa era como de la familia y un día se va a un remate porque mi tío me dijo que no anduviera en yegua. Fui al remate. Corral 24. Me arrimé y se me acercó. Para mí me estaba diciendo: "¿Qué me hiciste?". Me quedé hasta la hora de los lobos. El que se quedó hasta el otro día fue el perro. Yo volví a casa porque mi mamá se iba a preocupar. Como Simone de Beauvoir tuve mi ceremonia del adiós. Ese fue mi primer duelo. Pero yo quería ser gaucho. Después me dediqué a criar caballos, gracias a Dios. Por eso siempre digo: cuando montes un caballo criollo vas a saber lo que estar sobre un altar. Eso es el caballo para mí. Y algún día me voy a tener que ir. No le temo a la muerte, pero tengo miedo de morir. Como decía Osiris Rodríguez Castillos: "Se fue muriendo despacio, pa’ quedarse un poco más".

    Omar Moreno Palacios, 6 de septiembre de 2018.

    Lo que's lindo, es un vals de Pedro Boloqui y Omar Moreno Palacios, extraído del lp que lleva el mismo título, y que fué grabado en 1972.

    Contenía además estas canciones: Quisiera fuera mi niño (gato), Cornetín (tango-milonga), Los Medina, (poema), El regalo de mi amigo (cifra), Solterito soy felíz (milonga), Que de inconvenientes para visitar La Pancha (polka), A Don Jorge Campos (milonga corralera), Con tu permiso don vino (estilo), Punteo para rancho muerto/Rancho muerto (poemas), No es fácil comprender a una guitarra (habanera), Como indio pa' la bola( triunfo) y Polkeando en lo de Ña´Siriaca.

    Sello: Trova MXT - 40004
    Año: 1972


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    Mensaje por Maria Lua Jue 23 Mar 2023, 07:41

    8 -Rufino Mario García - Una antología de poemas Uruguayos




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    Mensaje por Maria Lua Jue 23 Mar 2023, 07:56

    9 - Jorge Cafrune - Coplas del Payador Perseguido



    Con su permiso voy a dentrar
    Aunque no soy convidado
    Pero en mi pago un asao
    No es de naides y es de todos
    Yo voy a cantar a mi modo
    Después que haya churrasqueado

    Yo sé que muchos dirán
    Que peco de atrevimiento
    Si largo mi pensamiento
    Pal rumbo que ya elegí
    Pero siempre ha sido así
    Galopiador contra el viento

    La sangre tiene razones
    Que hacen engordar las venas
    Penas sobre pena y penas
    Hacen que uno pegue el grito
    La arena es un puñadito
    Pero hay montañas de arena

    No se si mi canto es lindo
    O si saldrá medio triste
    Nunca fui zorzal ni existe
    Plumaje más ordinario
    Yo soy pájaro corsario
    Que no conoce el alpiste

    Vuelo porque no me arrastro
    Que el arrastrarse es la ruina
    Anido en árbol de espina
    Lo mesmo que en cordillera
    Sin escuchar las zonceras
    Del que vuela a lo gallina

    No me arrimo así nomás
    A los jardines floridos
    Sin querer vivo advertido
    Pa' no pisar el palito
    Hay pájaros que solitos
    Se entrampan por presumidos

    Aunque mucho he traqueteado
    No me engrilla la prudencia
    Es una falsa experiencia
    Vivir temblándole a todo
    Cada cual tiene su modo
    La rebelión es mi ciencia

    Yo soy de los del montón
    No soy flor de invernadero
    Igual que el trébol campero
    Crezco sin hacer barullo
    Me apreto contra los yuyos
    Y así lo aguanto al pampero

    Acostumbrado a las sierras
    Yo nunca me se marear
    Y si me siento alabar
    Me voy yendo despacito
    Pero aquel que es compadrito
    Paga pa' hacerse nombrar

    Si me dicen señor
    Agradezco el homenaje
    Mas soy gaucho entre el gauchaje
    Y soy nadie entre los sabios
    Y son para mi los agravios
    Que le hagan al paisanaje

    La vanidad es yuyo malo
    Que envenena toda huerta
    Es preciso estar alerta
    Manejando el asadón
    Pero no falta el varón
    Que la riega hasta en su puerta

    El trabajo es cosa buena
    Es lo mejor de la vida
    Pero la vida es perdida
    Trabajando en campo ajeno
    Unos trabajan de trueno
    Y es parotros la llovida

    El estanciero presume
    De gauchismo y arrogancia
    El cree que es estravagancia
    Que su pión viva mejor
    Mas no sabe ese señor
    Que por su pión tiene estancia

    El que tenga sus reales
    Hace muy bien en cuidarlos
    Pero si quiere aumentarlos
    Que a la ley no se haga el sordo
    Que en todo puchero gordo
    Los choclos se vuelven marlos

    Yo vengo de muy abajo
    Y muy arriba no estoy
    Al pobre mi canto doy
    Así lo paso contento
    Porque estoy en mi elemento
    Y ahí valgo por lo que soy

    Cantor que cante a los pobres
    Ni muerto se ha de callar
    Pues ande vaya a parar el canto
    De ese cristiano
    No ha de faltar el paisano
    Que lo haga resucitar

    Si alguna vuelta he cantado
    Ante panzudos patrones
    He picaneado las razones
    Profundas del pobrerío
    Yo no traiciono a los míos
    Por palmas ni patacones

    Si uno canta coplas de amor
    De potros de domador
    Del cielo y las estrellas
    Dicen; que cosa más bella
    Si canta que es un primor
    Pero si uno como fierro

    Por ahí se larga opinando
    El pobre se va acercando
    Con las orejas alertas
    Y el rico bicha la puerta
    Y se aleja reculando

    Tal vez, alguien haya rodado
    Tanto como rodé yo
    Pero le juro, créamelo
    Que vi tanta pobreza
    Que yo pensé con tristeza
    "Dios por aquí y no paso"

    Nadie podrá señalarme
    Que canto por amargao
    Si he pasado las que he pasado
    Quiero servir de alvertencia
    El rodar no será cencia
    Pero tampoco es pecado

    Amigos voy a dejarlos
    Está mi parte cumplida
    En la forma preferida
    De una milonga pampeana
    Canté de manera llana
    Ciertas cosas de la vida

    Ahora me voy no sé a donde
    Pa mí todo rumbo es bueno
    Los campos con ser ajenos
    Los cruzo de un galopito
    Guarida no necesito
    Yo se dormir al sereno

    Y aunque me quiten la vida
    O engrillen mi libertad
    O aunque chamusquen quizá
    Mi guitarra en los fogones
    Han de vivir mis canciones
    En el alma de los demás

    No me nuembren que es pecao
    Y no comenten mis trinos
    Yo me voy con mi destino
    Pal lao donde sol se pierde
    Tal vez alguno se acuerde
    Que aquí canto un argentino


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    Mensaje por Maria Lua Jue 23 Mar 2023, 08:02

    10 - MEU ADEUS AO CAVALO SOLIDÃO de RENATO
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    Mensaje por Maria Lua Vie 24 Mar 2023, 07:01

    11- Jaime Caetano Braun - Payador -Álbum/Vinil (1984



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    Mensaje por Maria Lua Vie 24 Mar 2023, 07:21

    12- Jayme Caetano Braun - Bochincho & Último Bochincho




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    "Ser como un verso volando
    o un ciego soñando
    y en ese vuelo y en ese sueño
    compartir contigo sol y luna,
    siendo guardián en tu cielo
    y tren de tus ilusiones."
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    Mensaje por Maria Lua Vie 24 Mar 2023, 08:22

    13 - Concerto de Zorzales de Jayme Caetano Braun



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    o un ciego soñando
    y en ese vuelo y en ese sueño
    compartir contigo sol y luna,
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    Mensaje por Maria Lua Vie 24 Mar 2023, 08:27

    14 - De São Luiz À Madariag · Jayme Caetano Braun/ Argentino Luna



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    y en ese vuelo y en ese sueño
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    Mensaje por Maria Lua Jue 20 Jul 2023, 09:34

    Argentino Luna - Me fui por una Guitarra y yapa - Poema -




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    Mensaje por cecilia gargantini Dom 23 Jul 2023, 14:49

    Todo muy bueno Lua lo escrito en castellano ( no sé portugués).
    "Coplas del payador perseguido", de Cafrune, siempre me emocionó.

    Gracias, besosssssssss y buen domingo
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    Mensaje por Amalia Lateano Dom 23 Jul 2023, 21:29

    Tudo com muito sentimento.
    beijos minha querida amiga

    Boa semana

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    Mensaje por Maria Lua Dom 23 Jul 2023, 21:40

    Gracias, Cecilia y Amalia!
    Estoy buscando videos con poesías gauchas
    de Argentina y de Uruguay!
    Si  queréis podéis participar!!!!
    Feliz semana!
    Besos!


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    Mensaje por Maria Lua Sáb 29 Jul 2023, 21:30

    Joca Martins - Gaudêncio Sete Luas




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    Mensaje por Maria Lua Mar 01 Ago 2023, 07:58


    Ei, amigo. - João Chagas Leite






    Hei Amigo


    João Chagas Leite


    Ei amigo

    Estou ligando pra gente tomar um mate
    Eu tenho andado tão sozinho neste aparte
    Me deu saudade de ouvir a tua voz

    Eu tenho andado
    Meio perdido na ilusão desta cidade
    Morrendo aos poucos cada dia de saudade
    Por que a vida anda difícil por aqui.

    Meu amigo
    Prepara um mate e mantém acesa a brasa
    Pois hoje mesmo estou voltando para casa
    Pra ter novo o que a vida me tomou

    Ei amigo
    Há quanto tempo a gente anda tão distante
    A nossa vida já não é mais como antes
    A gente luta pra poder sobreviver

    O tempo passa
    E a gente acaba se tornando quase estranhos
    Porem a vida não destrói os nossos sonhos
    Por que amigo é ser irmão de coração, coração

    Meu amigo
    Prepara um mate e mantém acesa a brasa
    Pois hoje mesmo estou voltando para casa
    Pra ter novo o que a vida me tomou


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    y en ese vuelo y en ese sueño
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    Mensaje por Maria Lua Mar 01 Ago 2023, 08:02

    Payador. Pampa. Guitarra - Noel Guarany







    Payador, Pampa e Guitarra


    Noel Guarany



    Payador, pampa e guitarra
    Guitarra, payador, pampa
    Três legendas de uma estampa
    Onde a retina se amarra
    Payador, pampa e guitarra
    Flecos de pátria e poesia
    Alma, terra e melodia
    Sangue de um no corpo d'outro
    Botas de garrão de potro da lonca da geografia

    Payador, alma e garganta
    Emoção e sentimento
    Melodioso chamamento que da terra se levanta
    Parecendo quando canta
    Com entonação baguala
    Que as aves perdem a fala
    E o vento apaga os rumores
    Pois para escutar payadores
    Até o silêncio se cala

    Pampa, matambre esverdeado
    Dos costilhares do prata
    Que se agranda e se dilata
    De horizontes estanqueados
    Couro recém pelechado
    Que tem pátria nas raízes
    Aos teus bárbaros matizes
    Os tauras e campeadores
    Misturam sangue as cores
    Pra desenhar três países

    Guitarra, China delgada que
    Um dia chegou da Ibéria
    Para tornar-se gaudéria
    Da pampa venta rasgada
    Ao payador amasiada
    Nas soledades charruas
    Morando em quartos de luas
    Guitarra e Lua são gêmeas
    E Deus não fez duas fêmeas
    Mais lindas do que estas duas

    A guitarra, o Payador e o pampa
    Sempre afinados
    São cordas dos alambrados da vida
    Esse corredor
    Paz, liberdade, e amor
    Que nunca serão proscritos
    Porque nos ermos solitos
    Onde o canto se desgarra
    Cada alma é uma guitarra
    Presa entre dois infinitos


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    Mensaje por Maria Lua Mar 01 Ago 2023, 08:14



    Oração de quem mateia - Odilon Ramos - Poesia Gaúcha.







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    Mensaje por Maria Lua Mar 01 Ago 2023, 09:31

    Joca Martins - Gaudêncio Sete Luas




    Gaudêncio Sete Luas


    Luiz Coronel


    A lua é um tiro ao alvo
    e as estrelas bala e bala.
    Vem minuano e eu me salvo
    no aconchego do meu pala.

    Se troveja a gritaria,
    já relampeja minha adaga.
    Quem não mostra valentia
    já na peleia se apaga.

    Marquei a paleta da noite
    com o sol que é ferro em brasa.
    O dia veio mugindo,
    pra se banhar n'água rasa.

    Pra me aquecer mate quente,
    pra me esfriar geada fria.
    Não vai ficar pra semente
    quem nasceu pra ventania


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    Mensaje por Maria Lua Lun 11 Sep 2023, 07:46


    Obrigado Patrão Velho - Os Oliveiras









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    Mensaje por Maria Lua Vie 06 Oct 2023, 09:02

    Ei, amigo. - João Chagas Leite







    Eu tenho andado
    Meio perdido na ilusão desta cidade
    Morrendo aos poucos cada dia de saudade
    Por que a vida anda difícil por aqui.

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    Prepara um mate e mantém acesa a brasa
    Pois hoje mesmo estou voltando para casa
    Pra ter novo o que a vida me tomou

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    Há quanto tempo a gente anda tão distante
    A nossa vida já não é mais como antes
    A gente luta pra poder sobreviver

    O tempo passa
    E a gente acaba se tornando quase estranhos
    Porem a vida não destrói os nossos sonhos
    Por que amigo é ser irmão de coração, coração

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    Mensaje por Maria Lua Vie 06 Oct 2023, 09:06

    Poesia Gaúcha - Retorno Bravo - Declama Odilon Ramos.




    Retorno Bravo
    Odilon Ramos

    Ali na porta do rancho, junto ao cusquito nervoso,
    o velho guasca orgulhoso olhava o filho partir.
    Também desejava ir com a mesma disposição,
    levando a lança na mão, p'ra se unir aos farroupilhas
    e pelear pelas coxilhas em defesa do rincão.

    Porém já velho e arquejado perdera a força no braço,
    tinha no lombo o cansaço do peso de muitos anos,
    mas era um dos veteranos com orgulho do passado,
    por ter a lança empunhado combatendo os castelhanos.

    Que gana tinha de ir, aquele velho guerreiro,
    de novo para o entrevero como gaúcho pelear,
    mas ficava a se orgulhar que embora velho e cansado
    tinha um filho ja criado partindo no seu lugar.

    E ali na porta do rancho, cheio de orgulho e pesar,
    viu o filho se afastar com garbo e disposição,
    montando um flor de alazão, o laço preso nos tentos,
    o poncho revoando ao vento e a lança firme na mão.

    Depois, com a estrada deserta, a noite foi se chegando,
    o pampa foi silenciando nas grotas e nos banhados
    e o velho guasca cansado no catre foi se arrimando,
    em silêncio memoriando entreveros do passado.

    Assim, a poeira dos dias cobriu o catre vazio
    do paisano que partiu do rancho para a guerrilha,
    levando na alma caudilha de guasca continentino,
    a fibra, a glória e o tino de campeador farroupilha.

    Já muitos dias depois um xirú trouxe a notícia:
    - A farroupilha milícia em que seu filho marchou
    peleando se dizimou. Morreram mas não recuaram
    e entre os bravos que tombaram dizem que o moço ficou.

    Num sentimento profundo o velho ficou calado,
    mas o seu rosto enrugado não pode a dor esconder,
    deixando livre correr, do fundo da alma ferida,
    uma lágrima sentida que ele não pode conter.

    Tristonha caiu a noite e mais triste a madrugada.
    Latia ao longe a cuscada, na quincha gemia o vento,
    e sem dormir um momento, ali no catre estirado,
    o velho ficou atado na soga do pensamento.

    Lembrou o filho em criança
    correndo o pampa em retoço,
    a melena em alvoroço soprada ao vento pampeano.
    Recordou ano por ano até que o piá ficou moço
    e ali da porta do rancho partiu p'ra revolução,
    montando um flor de alazão,o laço preso nos tentos,
    o poncho revoando ao vento e a lança firme na mão.

    Estava assim recordando, quando lá fora um gemido
    lhe fez apurar o ouvido e despertar-lhe a atenção.
    E quando ouviu uma mão, naquela hora tão morta,
    forcejar de encontro a porta como querendo arrombá-la,
    sua visão ficou clara, voltando-lhe a luz e o brilho;
    num ímpeto caudilho a porta abriu com vigor
    e estarreceu-se de horror ante a figura do filho.

    Cambaleante, ensangüentado,
    as vestes feitas em frangalhos,
    o corpo cheio de talhos dobrado pelo cansaço,
    já sem força em nenhum braço, já sem poder ver direito,
    e com o meio do peito aberto por um lançaço.

    Fitando os olhos do filho o velho ficou calado.
    Estarrecido, espantado, vendo-o ali em sua frente.
    Então gritou gravemente: - Meu filho, por que voltaste?
    Por que?
    Por que não tombaste onde tombou nossa gente?
    Maldito sejas, covarde, tu já não és mais meu filho!
    Não tens o sangue caudilho, não agüentaste o repuxo,
    deixaste teus companheiros, fugiste dos entreveros,
    tu já não és mais gaúcho!

    Então a face do guasca que peleando não tombou,
    como um lançaço estampou a ira do coração.
    Prostrando-se rudemente, naquele gesto inclemente,
    desfalecido no chão, o moço sentindo a morte
    roubar-lhe o sopro da vida, com a alma triste e ferida,
    ali prostrado no chão, sem rancor no coração
    olhou para o pai a seu lado, e já num último brado
    fez a brava confissão:

    - Meu pai, eu não fui covarde,
    honrei meu poncho e minha adaga,
    fiquei coberto de chagas mas agüentei o repuxo.
    Fui valente, fui gaúcho, peleei com todo o ardor,
    e se aqui vim escondido foi p'ra salvar do inimigo
    o pavilhão tricolor.

    Abrindo a camisa ao peito, tirou em sangue banhado
    aquele trapo sagrado que até o fim defendeu,
    e beijando-o estendeu ao pai, num último esforço,
    e depois, curvando o dorso, o bravo guasca morreu.


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    Mensaje por Amalia Lateano Vie 06 Oct 2023, 11:21

    María Lua. Bellisimas todas las Poesías.
    Me atrapa Jorge Cafrune - Coplas del Payador Perseguido !!
    En cuanto al MARTÍN FIERRO... Es mi humilde criterio, que es poesía de un
    terrateniente , dueño de mucho campo, que no valora a las mujeres.

    Para mí, y desde mi poca ciencia, no es tan bueno como lo pintan.
    Es cuestión de gusto...
    Un beso
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    Mensaje por Maria Lua Vie 06 Oct 2023, 16:29

    Gracias, Amalia!
    Estoy de acuerdo contigo!
    Feliz fin de semana!
    Besos


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