Aires de Libertad

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CECILIA MEIRELES (7 de noviembre de 1901, Río de Janeiro/9 de noviembre de 1964, Río de Janeiro/Brasil

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Mensaje por Maria Lua Mar 17 Ene 2023, 19:16

EPIGRAMA N.o 7

A TUA RAÇA de aventura
quis ter a terra, o céu, o mar.

Na minha, há uma delícia obscura
em não querer, em não ganhar...

A tua raça quer partir,
guerrear, sofrer, vencer, voltar.

A minha, não quer ir nem vir.
A minha raça quer passar.



***************



EPIGRAMA No. 7

TU raza de aventura
Quiso tener la tierra, el cielo, el mar.

En la mía hay una oscura delicia
en no querer, en no ganar...

Tu raza quiere partir,
guerrear, sufrir, vencer, volver.

La mía no quiere ir ni venir.
Mi raza quiere pasar.






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Mensaje por Maria Lua Miér 18 Ene 2023, 10:11

REALEJO


MINHA vida bela,
Minha vida bela,
nada mais adianta
si não há janela

para a voz que canta...
Preparei um verso
com a melhor medida:
rôsto do universo,

bôca da minha vida.
Ah! mas nada adianta,
olhos de luar,
quando se planta

hera no mar,
nem quando se inventa
um colar sem fio,
ou se experimenta
abraçar um rio...

Alucinação
da cabeça tonta!

Tudo se desmonta
em côres e vento
e velocidade.
Tudo: coração,
olhos de luar,
noites de saüdade.

Aprendi comigo.
Por isso, te digo,
minha vida bela,
nada mais adianta,
si não há janela
para a voz que canta.
..


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Mensaje por Maria Lua Miér 18 Ene 2023, 10:13

FADIGA

ESTOU tão cansada, tão cansada,
estou tão cansada! Que fiz eu?
Estive embalando, noite e dia,
um coração que não dormia
desde que o seu amor morreu.

Eu lhe dizia: «Deixa a morte
levar teu amor! Não faz mal.
É mais belo êsse heroísmo triste
de amar uma coisa que existe
só para morrer, afinal...»

«Deixa a morte... Não chores... dorme!»
Noite e dia eu cantava assim.
Mas o coração não falava:
chorava baixinho, chorava,
mesmo como dentro de mim.

Era um coração de incertezas,
feito para não ser feliz;
querendo sempre mais que a vida —
— sem termo, limite, medida,
com poucas vezes se quis.

O tempo era ríspido e amargo.
Vinha um negro vento do mar.
Tudo gritava, noite e dia,
— e nunca ninguém ouviria
aquele coração chorar.

Uma noite, dentro da sombra,
dentro do chôro, a sua voz
disse uma coisa inesperada,
que logo correu, derramada
num silêncio fino e veloz.

«Meu amor não morreu: perdeu-se.
Êle existe. Eu não o quero mais.»
O chôro foi levando o resto.
Eu nem pude fazer um gesto,
e achei as horas desiguais.

E achei que o vento era mais forte,
que o frio causava aflição;
quis cantar, mas não foi preciso.
E o ar estava muito indeciso
para dar vida a uma canção.

A sorte virara no tempo
como um navio sôbre o mar.
O chôro parou pela treva.
E agora não sei quem me leva
daqui para qualquer lugar,

onde eu não escute mais nada,
onde eu não saiba de ninguém,
onde deite a minha fadiga
e onde murmure uma cantiga
para ver si durmo, também.


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Mensaje por Maria Lua Miér 18 Ene 2023, 10:15

HORÓSCOPO

DEVIAM ser Venus
e Júpiter, sim,
que ao menos, ao menos,
olhassem por mim,
gerando caminhos
claros e serenos
por onde passar
quem vinha nutrida
de secretos vinhos,

perdida, perdida,
de amor e pensar.

Saturno, porém,
Saturno, o sombrio,
se precipitou.

Não sabe ninguém
que rio, que rio
de luto circunda
a terra profunda
que piso e que sou;

que noite reveste
o mundo em que passo
e os mundos que penso...

Que longo, alto, imenso,
calado cipreste
sobe, ramo a ramo,
e o abraço que amo!


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Mensaje por Maria Lua Miér 18 Ene 2023, 10:17

RESSUREIÇÃO


NÃO CANTES, não cantes, porque veem de longe os náufragos,
veem os prêsos, os tortos, os monges, os oradores, os suicidas.
Veem as portas, de novo, e o frio das pedras, das escadas,
e, numa roupa preta, aquelas duas mãos antigas.

E uma vela de móvel chama fumosa. E os livros. E os escritos.
Não cantes. A praça cheia torna-se escura e subterrânea.
E meu nome se escuta a si mesmo, triste e falso.

Não cantes, não. Porque era a música da tua
voz que se ouvia. Sou morta recente, ainda com lágrimas.

Alguém cuspiu por distração sobre as minhas pestanas.
Por isso vi que era tão tarde.

E deixei nos meus pés ficar o sol e andarem môscas.
E dos meus dentes escorrer uma lenta saliva.
Não cantes, pois trancei o meu cabelo, agora,
e estou diante do espêlho, e sei melhor que ando fugida.





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Mensaje por Maria Lua Mar 24 Ene 2023, 06:46

SERENATA


PERMITE que feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.

Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sòzinha.
Há uma doce luz no silêncio
e a dôr é de origem divina.

Permite que volte o meu rôsto
para um céu maior que êste mundo,
e aprenda a ser docil no sonho
como as estrêlas no seu rumo.


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Mensaje por Maria Lua Mar 24 Ene 2023, 06:48

PRAIA



NUVEM, caravela branca
no ar azul do meio dia:
— quem te viu como eu te via?

Rolaram trovões escuros
pela vertente dos montes.
Tremeram súbitas fontes.

Depois, ficou tudo triste
como o nome dos defuntos:
mar e céu morreram juntos.

Vinha o vento do mar alto
e levantava as areias,
sem vêr como estavam cheias

de tanta coisa esquecida,
pisada por tantos passos,
quebrada em tantos pedaços!

Por onde ficou teu corpo,
— ilusão de claridade —
quando se fez tempestade?

Nuvem, caravela branca,
nunca mais há meio dia?

(Já nem sei como te via!)


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Mensaje por Maria Lua Mar 24 Ene 2023, 06:50

SEREIA



LINDA é a mulher e o seu canto,
ambos guardados no luar.
Seus olhos doces de pranto
— quem os pode enxugar
devagarinho com a bôca,
ai!
com a bôca, devagarinho...

Na sua voz transparente
giram sonhos de cristal.
Nem ar nem onda corrente
passuem suspiro igual,
nem os búzios nem as violas,
ai!
nem as violas nem os búzios..
.
Tudo pudesse a beleza,
e, de encoberto país,
viria alguém, com certeza,
para fazê-la feliz,
contemplando-lhe alma e corpo,
ai!
alma e corpo contemplando-lhe.
..
Mas o mundo está dormindo
em travesseiros de luar.
A mulher do canto lindo
ajuda o mundo a sonhar,
com o canto que a vai matando,
ai!
E morrerá de cantar.






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Mensaje por Maria Lua Jue 26 Ene 2023, 09:07

ENCONTRO

DESDE o tempo sem número em que as origens se elaboram,
se estendem para mim os teus braços eternos,
que um estatuário de caminhos invisíveis
construiu com a côr e o frio e o som morto de mármores,
para que em teu abraço haja imóveis invernos.

Tu bem sabes que sou uma chama da terra,
que ardentes raízes nutrem meu crescer sem termo;
adextrei-me com o vento, e a minha festa é a tempestade,
e a minha imagem, como jôgo e pensamento,
abre em flor o silêncio, para enfeitar alturas e êrmo.

Os teus braços que veem com essa brancura incalculável
que de tão ser sem côr nem se compreende como existe,
— são os braços finais em que cedem os corpos,
e a alma cai sem mais nada, exausta de seu próprio nome,
com uma improvável forma, um vão destino e um pêso triste.

Pois eu, que sinto bem êsses teus braços paralelos,
na atitude sem dôr que é o rumo e o ritmo dessa viagem,
digo que não cairei com uma fadiga permitida,
que não apagarei êste desenho puro e ardente
com que, de fôgo e sangue, foi traçada a minha imagem.

Eu ficarei em ti, mísera, inútil, mas rebelde,
última estrêla só, do campo infiel aos céus escassos.
E tu mesma acharás pasmos de lagos e de areias,
diante da forma exígua, sustentada só de sonho
mantendo chama e flor no gêlo dos teus braços.


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Mensaje por Maria Lua Jue 26 Ene 2023, 09:10

EPIGRAMA N.o 8


ENCOSTEI-ME a ti, sabendo bem que eras sòmente onda.
Sabendo bem que eras núvem, depús a minha vida em ti.


Como sabia bem tudo isso, e dei-me ao teu destino frágil,
fiquei sem poder chorar, quando caí.


*********************


EPIGRAMA No. 8


Me apoyé en ti, sabiendo bien que eras solo una ola.
Sabiendo bien que eras una nube, puse mi vida en ti.


Como bien supe todo esto, y me entregué a tu frágil destino,
No pude llorar cuando me caí









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Mensaje por Maria Lua Ayer a las 09:06

CANTIGA


AI! A MANHÃ primorosa
do pensamento...
Minha vida é uma pobre rosa
ao vento.
Passam arroios de côres
sôbre a paisagem.
Mas tu eras a flor das flôres,
Imagem!
Vinde ver asas e ramos,
na luz sonora!
Ninguém sabe para onde vamos
agora.
Os jardins têm vida e morte,
noite e dia...
Quem conhecesse a sua sorte,
morria.
E é nisto que se resume
o sofrimento:
cai a flor, — e deixa o perfume
no vento!


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Mensaje por Maria Lua Ayer a las 09:12

CAVALGADA


MEU SANGUE corre como um rio
num grande galope,
num ritmo bravio,
para onde acena a tua mão.

Pelas suas ondas revôltas,
seguem desesperadamente
todas as minhas estrêlas soltas,
com a máxima cintilação.

Ouve, no tumulto sombrio,
passar a torrente fantástica!
E, na luta da luz com as trevas,
todos os sonhos que me levas,
dize, ao menos, para onde vão!



********************



RCAVALGADA

MI SANGRE corre como un río
en un gran galope,
a paso ligero,
adonde agitas tu mano.

Por tus olas agitadas,
siguen desesperadamente
todas mis estrellas sueltas,
con máximo centellear.

Escucha, en el tumulto sombrío
pasar el fantástico torrente!
Y en la lucha de la luz con las tinieblas
todos los sueños que me llevas,
dime al menos a dónde van!




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