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Mensaje por Maria Lua el Dom 03 Ene 2021, 07:56

CLARICE LISPECTOR NO CINEMA

A hora da estrela. (Brasil, 1985, 96min).
Direção: Suzana Amaral
Elenco: Marcélia Cartaxo, José Dumont e Tamara Taxman.


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Clarice Lispector, por  Kleber Sales
O corpo. (Brasil, 1991, 80 min).
Direção: José Antônio Garcia
Elenco: Antônio Fagundes, Marieta Severo, Cláudia Jimenez, Carla Camurati, Sérgio Mamberti e outros.


Chamada final. (Brasil/Alemanha/China e EUA, 1994).
Direção: Ana Maria Magalhães
Elenco: Claudia Ohana, Guilherme Leme e outros.


Ruído de passos. (Brasil, 1995 - curta-metragem)
Direção: Denise Tavares Gonçalves


Clandestina felicidade. (Brasil, 1998 - curta metragem que trata da infância da autora).
Direção: Beto Normal e Marcelo Gomes
Elenco: Luisa Phebo.


Macabéia. (Brasil, 2000 -curta-metragem).
Direção de Erly VieiraJr., Lizandro Nunes e Virgínia Jorge


Aeroporto em o embarque. (Brasil, 2002 - curta-metragem).
Direção: Nicole Algranti
Elenco: Marcélia Cartaxo.


O ovo. (Brasil, 2003 - curta-metragem).
Direção: Nicole Algranti
Roteiro: Luiz Carlos Lacerda.

"Saiba também calar-se para não se perder em palavras." 
— Clarice Lispector, em “Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres”. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.


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Mensaje por Maria Lua el Dom 03 Ene 2021, 07:57

ESPECIAIS NA TELEVISÃO SOBRE CLARICE LISPECTOR
:: Feliz Aniversário. Rede Globo, 1978.
:: Especial Clarice Lispector. TV Cultura, 1999.
:: A hora da estrela. Rede Globo, 2003.





CLARICE LISPECTOR - ADAPTAÇÕES PARA O TEATRO
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Clarice Lispector, por Ribeiro Couto.
 Lisboa, 2.8.1944.
Perto do coração selvagem. (1965).
Direção: Fauzi Arap
Elenco: Glauce Rocha, José Wilker e outros.


Um sopro de vida. (1979).
Direção: José Possi Neto
Elelnco: Marilena Ansaldi


A hora da estrela. (1984)
Direção: Naum Alves de Souza
Elenco: Maria Bethânia


A paixão segundo G. H. (1989).
Direção: Cibele Forjaz.
Elenco: Marilena Ansaldi.


A pecadora queimada e os anjos harmoniosos. (1992).
Direção: José Antônio Garcia
Elenco: Sérgio Mambertti e outros


A mulher que matou os peixes. (1994).
Direção: Lúcia Coelho
Elenco: Zezé Polessa


A mulher que matou os peixes. (1998).
Adaptação: Adriane Azenha


A hora da estrela. (1998).
Direção: Roberto Vignatti
Elenco: Alexandra Tavares


Que mistérios tem Clarice?. (1998).
Direção: Luiz Arthur Nunes
Elenco: Rita Elmôr (monólogo)


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Clarice - Coração selvagem. (1998).
Direção: Maria Lucya de Lima
Elenco: Aracy Balabanian



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Clarice Lispector, por Fernanda Aragão
Quase de verdade. (2001).
Direção: Ulisses Cohn
Elenco: Cia. Delas de Teatro


A hora da estrela. (2001).
Direção: Marcus Vinicius Faustini
Elenco: Marcélia Cartaxo e outros


A descoberta do mundo. (2001).
Direção: Marco Antonio Rodrigues
Elenco: Cia. Delas de Teatro


A hora da estrela. (2002).
Direção: Naum Alves de Souza
Elenco: Célia Borbes, Ester Lacava e Edgar Jordão


A paixão segundo G. H. (2002).
Adaptação: Fauzi Arap
Direção de Enrique Diaz
Elenco: Mariana Lima


Amor - Uma ode ao universo feminino de Clarice Lispector. (2002).
Adaptação: Marta Baião e Conceição Acioli
Direção de Conceição Acioli
Elenco: Marta Baião.


Água viva. (2003).
Direção: Maria Pia Scognamiglio
Elenco: Susana Vieira


Encontro com Clarice. (2003).
Direção: Ítalo Rossi
Elenco: Ester Jablonski


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Mensaje por Maria Lua el Dom 03 Ene 2021, 07:59

EXCERTOS, CITAÇÕES E AFORISMOS DE CLARICE LISPECTOR


Por não estarem distraídos

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Clarice, no jardim Derby, veste luto pela morte 
da mãe. Recife, 1930 - foto: Acervo autora/IMS
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
- Clarice Lispector, em “Para não esquecer”. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.


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Mensaje por cecilia gargantini el Dom 03 Ene 2021, 14:33

Gracias Lua por este invalorable material!!!!!!!!!!!!!!!!!
Besosssssssssssssssss
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Mensaje por Maria Lua el Lun 04 Ene 2021, 05:37

“[...] estou procurando, estou procurando. Estou tentando entender. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. Não confio no que me aconteceu. Aconteceu-me alguma coisa que eu, pelo fato de não a saber como viver, vivi uma outra? A isso quereria chamar desorganização, e teria a segurança de me aventurar, porque saberia depois para onde voltar: para a organização anterior.” 
- Clarice Lispector, em "A paixão segundo G.H". Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1998.


“O mundo havia reivindicado a sua própria realidade, e, como depois de uma catástrofe, a minha civilização acabara: eu era apenas um dado histórico. Tudo em mim fora 

reivindicado pelo começo dos tempos e pelo meu próprio começo. Eu passara a um primeiro plano primário, estava no silêncio dos ventos e na era de estanho e cobre — na era primeira da vida.” 



- Clarice Lispector, em "A paixão segundo G.H". Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1998.



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Mensaje por Maria Lua el Lun 04 Ene 2021, 05:38

“O mundo havia reivindicado a sua própria realidade, e, como depois de uma catástrofe, a minha civilização acabara: eu era apenas um dado histórico. Tudo em mim fora reivindicado pelo começo dos tempos e pelo meu próprio começo. Eu passara a um primeiro plano primário, estava no silêncio dos ventos e na era de estanho e cobre — na era primeira da vida.” 
- Clarice Lispector, em "A paixão segundo G.H". Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1998.





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Glauce Rocha, Clarice Lispector e Dirce Migliaccio.nos bastidores 
da peça 'Perto do Coração Selvagem' 1965 - foto: Carlos Moskovics
"O prazer nascendo dói tanto no peito que se prefere sentir a habituada dor ao insólito prazer. A alegria verdadeira não tem explicação possível, não tem a possibilidade de ser compreendida - e se parece com o início de uma perdição irrecuperável. Esse fundir-se total é insuportavelmente bom - como se a morte fosse o nosso bem maior e final, só que não é a morte, é a vida incomensurável que chega a se parecer com a grandeza da morte. Deve-se deixar inundar pela alegria aos poucos - pois é a vida nascendo. E quem não tiver força, que antes cubra cada nervo com uma película protetora, com uma película de morte para poder tolerar a vida. Essa película pode consistir em qualquer ato formal protetor, em qualquer silêncio ou em várias palavras sem sentido. Pois o prazer não é de se brincar com ele. Ele é nós."
- Clarice Lispector, em trecho da crônica "O nascimento do prazer".



"Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida." 
— Clarice Lispector, em “A hora da estrela”. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.


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Mensaje por Maria Lua el Lun 04 Ene 2021, 05:39

Outono era a estação de que mais gostava porque não era preciso sair para vê-lo: atrás dos vidros as folhas caíam amareladas no pátio, e isso era o outono." 
— Clarice Lispector, na crônica: “Uma italiana na Suíça”, do livro: “Para não esquecer” - Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1999.


"Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome." 
— Clarice Lispector, em "Perto do coração selvagem". Rio de Janeiro: Rocco, 1998.


"[…] milhares de pessoas não têm coragem de pelo menos prolongar-se um pouco mais nessa coisa desconhecida que é sentir-se feliz e preferem a mediocridade." 

— Clarice Lispector, em “A descoberta do mundo”. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.


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Da esq. para a dir.: Fauzi Arap, José Wilker, Glauce Rocha,

Clarice Lispector e Dirce Migliaccio, nos bastidores da peça

 'Perto do Coração Selvagem' 1965 - foto: Carlos Moskovics

"Se eu tivesse que dar um título à minha vida seria: à procura da própria coisa." 
— Clarice Lispector, em “Para não esquecer”, Rio de Janeiro: Rocco, 1999.





"Acontece que sou tão ávida da vida, tanto quero dela e aproveito-a tanto e tudo é tanto – que me torno imoral. Isso mesmo: sou imoral." 

— Clarice Lispector, em “Para não esquecer”. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.


"Estou habituada a não considerar perigoso pensar." 
— Clarice Lispector, em “A descoberta do mundo”. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.


"Além do vento há uma outra coisa que sopra." 
— Clarice Lispector, em “Para não esquecer”. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.


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Mensaje por Maria Lua el Lun 04 Ene 2021, 15:03

"Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora de minha própria vida. Foi apesar de que parei na rua e fiquei olhando para você enquanto você esperava um táxi. E desde logo desejando você, esse teu corpo que nem sequer é bonito, mas é o corpo que eu quero. Mas quero inteira, com a alma também. Por isso, não faz mal que você não venha, esperarei quanto tempo for preciso." 
— Clarice Lispector, em “Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres”. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

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"Não podia me dar ao luxo de pedir, lembrei-me de todas as vezes em que, por ter tido a doçura de pedir, não me deram."
— Clarice Lispector, em “Para não esquecer”. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.


"[…] durmo o sono dos justos por saber que minha vida fútil não atrapalha a marcha do grande tempo." 
— Clarice Lispector, em ”A legião estrangeira". Rio de Janeiro: Rocco, 1999.


"Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca." 
—  Clarice Lispector, em “Aprendendo a viver”. Rio de Janeiro: Rocco, 2004.


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Mensaje por Maria Lua el Lun 04 Ene 2021, 17:48


"Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca." 
—  Clarice Lispector, em “Aprendendo a viver”. Rio de Janeiro: Rocco, 2004.



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Mensaje por Maria Lua el Mar 05 Ene 2021, 06:40

"E quero aceitar minha liberdade sem pensar o que muitos acham: que existir é coisa de doido, caso de loucura. Porque parece. Existir não é lógico." 
— Clarice Lispector, em “A hora da estrela”. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.




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Clarice Lispector, ilustração por Andrea Ebert Ilustrações.
"Mas já que se há de escrever, que ao menos não esmaguem as palavras nas entrelinhas." 
— Clarice Lispector, em “A descoberta do mundo”. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.


"E ninguém é eu. ninguém é você. Esta é a solidão." 
— Clarice Lispector, em “Água viva”. Rio de Janeiro: Rocco, 2009.


"Não sou uma coisa que agradece ter se transformado em outra. Sou uma mulher, sou uma pessoa, sou uma atenção, sou um corpo olhando pela janela. Assim como a chuva não é grata por não ser uma pedra. Ela é uma chuva. Talvez seja isso que se poderia chamar de estar vivo." 
— Clarice Lispector, em “A descoberta do mundo”. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.


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Mensaje por Maria Lua el Mar 05 Ene 2021, 10:12

"É difícil perder-se. É tão difícil que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo." 





— Clarice Lispector, em “A paixão segundo G.H”, Rio de Janeiro: Rocco, 2009.


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Mensaje por Maria Lua el Miér 06 Ene 2021, 08:09

“[…] Não quero a meia-luz, não quero a cara benfeita, não quero o expressivo. Quero o inexpressivo. Quero o inumano dentro da pessoa; não, não é perigoso, pois de qualquer modo a pessoa é humana, não é preciso lutar por isso: querer ser humano me soa bonito demais.
Quero o material das coisas. A humanidade está ensopada de humanização, como se fosse preciso; e essa falsa humanização impede o homem e impede a sua humanidade. Existe uma coisa que é mais ampla, mais surda, mais funda, menos boa, menos ruim, menos bonita. Embora também essa coisa corra o perigo de, em nossas mãos grossas, vir a se transformar em “pureza”, nossas mãos que são grossas e cheias de palavras.”






- Clarice Lispector, em "A paixão segundo G.H". Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1998.


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Mensaje por Maria Lua el Jue 07 Ene 2021, 05:41

"Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome." 






— Clarice Lispector, em "Perto do coração selvagem". Rio de Janeiro: Rocco, 1998.


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Mensaje por Maria Lua el Vie 08 Ene 2021, 06:13

"Minha exigência é o meu tamanho, meu vazio é a minha medida."
- Clarice Lispector em "A paixão segundo G.H". Rio de Janeiro: Rocco, 1998.


"Sozinha, com a miséria de sua luxúria. Que não era sequer luxúria de amor. Era mais grave. Era a luxúria de estar viva."

- Clarice Lispector, em "A maçã no escuro". Rio de Janeiro: Rocco, 1998.



"[…] é sempre assim que acontece – quando a gente se revela, os outros começam a nos desconhecer."
- Clarice Lispector, em "A maçã no escuro". Rio de Janeiro: Rocco, 1998.


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Mensaje por Maria Lua el Vie 08 Ene 2021, 06:14

Que coisa estranha: até agora eu parecia estar querendo alcançar com a última ponta de meu dedo a própria última ponta de meu dedo – é verdade que nesse extremo esforço, cresci: mas a ponta de meu dedo continuou inalcançável. Fui até onde pude. Mas como é que não compreendi que aquilo que não alcanço em mim… já são os outros? Os outros, que são o nosso mais profundo mergulho!"
- Clarice Lispector, em "A maçã no escuro". Rio de Janeiro:  Rocco, 1998.


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Clarice na passeata contra a ditadura militar, no Rio de Janeiro, em 22 de junho de 1968.
Da esq. para a dir: Carlos Scliar, Oscar Niemeyer, Glauce Rocha, Ziraldo e Milton Nascimento.



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Mensaje por Maria Lua el Sáb 09 Ene 2021, 13:20

"Há pessoas que têm vergonha de viver: são os tímidos, entre os quais me incluo. Desculpem, por exemplo, estar tomando lugar no espaço. Desculpem eu ser eu. Quero ficar só! grita a alma do tímido que só se liberta na solidão. Contraditoriamente quer o quente aconchego das pessoas. Vai, Carlos, vai ser gauche na vida. (Não sei se estou citando Drummond do modo certo, escrevo de cor.)" 
— Clarice Lispector, na crônica “Vergonha de viver”, no livro “Aprendendo a viver”. Rio de Janeiro: Rocco, 2004.



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Clarice ao lado dos filhos Pedro e Paulo, déc. 50 - foto: Acervo autora/IMS



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Mensaje por Maria Lua el Sáb 09 Ene 2021, 13:21

"Como se chama
Se recebo um presente dado com carinho por pessoa de quem não gosto - como se chama o que sinto? Uma pessoa de quem não se gosta mais e que não gosta mais da gente - como se chama essa mágoa e esse rancor? Estar ocupada, e de repente parar por ter sido tomada por uma desocupação beata, milagrosa, sorridente e idiota - como se chama o que se sentiu? O único modo de chamar é perguntar: como se chama? Até hoje só consegui nomear com a própria pergunta. Qual é o nome? e este é o nome."
- Clarice Lispector, em “Para não esquecer”. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.



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Família Lispector (pais, Clarice e as  irmãs) - déc. 1920 em Recife PE
 foto Acervo da Clarice Lispector no Museu de Literatura Brasileira
(AMLB) da Fundação Casa Rui Barbosa


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Mensaje por Maria Lua el Dom 10 Ene 2021, 07:14

Das vantagens de ser bobo





O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir, tocar no mundo.
O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado
por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo, estou pensando”.
Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de
sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.
O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas humanas.
O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver.
O bobo parece nunca ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.

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Clarice Lispector - foto: (...)
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer.
Resultado: não funciona.
Chamado um técnico, a opinião deste era que o aparelho estava tão estragado que o concerto seria caríssimo: mais vale comprar outro.
Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e, portanto estar tranqüilo.
Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.
Aviso: não confundir bobos com burros.
Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"
Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu.
Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos.
Os espertos ganham dos outros. Em compensação, os bobos ganham a vida.
Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás,
não se importam que saibam que eles sabem.
Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro,
com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem
por não nascer em Minas!
Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas.
É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca.
É que só o bobo é capaz de excesso de amor.
E só o amor faz o bobo.






- Clarice Lispector, em "A descoberta do mundo".  Rio de Janeiro: Rocco, 1999.







































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Mensaje por Maria Lua el Dom 10 Ene 2021, 07:38

Entre aspas





Quando mexo em papeis antigos, isto significa exteriormente alguma poeira, e interiormente raiva de mim mesma: porque, nunca me convencendo que tenho má memória, copio entre aspas frases ou textos e depois, passado um tempo, como não anotei, pensando que não esqueceria, o nome dos autores, já não sei quem os disse. Por exemplo:
“Vemos que aqui na terra os opostos se misturam, que um valor positivo se compra ao preço de um valor negativo. E, talvez, a experiência metafísica a mais profunda - a que vem quando o ser toma consciência do absoluto, o que lhe dá estremecimento do sagrado e deixa-o entrever a felicidade, aquela que lhe permite o acesso ao sobrenatural - talvez essa experiência só seja possível quando a alma está tão deslocada que não lhe é mais possível reerguer-se de sua ruína.”
“O que parece incoerente à fria análise pode às vezes estar carregado de sentido para o coração , e este o entende.”
“Não se saberia adquirir o conhecimento intuitivo de um outro universo sem sacrificar uma parte do entendimento que nos é necessário no mundo presente.”






- Clarice Lispector, em “A descoberta do mundo”. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.


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Mensaje por Maria Lua el Miér 13 Ene 2021, 10:11

“O mundo havia reivindicado a sua própria realidade, e, como depois de uma catástrofe, a minha civilização acabara: eu era apenas um dado histórico. Tudo em mim fora 
reivindicado pelo começo dos tempos e pelo meu próprio começo. Eu passara a um primeiro plano primário, estava no silêncio dos ventos e na era de estanho e cobre — na era primeira da vida.” 



- Clarice Lispector, em "A paixão segundo G.H". Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1998.


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Mensaje por Maria Lua el Jue 14 Ene 2021, 05:35

“Sólo los que le temen a su propia animalidad no quieren a los animales. Es mágica la manera en que mi perro y yo nos entendemos sin palabras: nuestros ojos se cruzan y ocurre un entendimiento que es incomprensible para mi conciencia y la suya; hay un entendimiento que es nuestro, pero que nos sobrepasa y que no comprendemos. Pero existe. Me cansé de tanto no creer nunca, y de no creer y no creer. Al final cedí. Creo. Si no, ¿qué remedio? para ayudar a vivir. Creo hasta en nuestros demonios internos. Simplemente empecé a creer lo que hasta ahora había negado con mi razonamiento. Hasta que la infancia perdida irrumpió de golpe en la mujer adulta. Y entonces, de repente, los milagros ocurren. [...] Detrás de una cosa siempre hay otra cosa que tiene detrás otra cosa que... ¿De manera que llego al interior del átomo? ¿O por fin llegaré a la energía primaria que me engendró?”


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Mensaje por Maria Lua el Jue 14 Ene 2021, 06:07

DEPOIMENTOS DE AMIGOS E CRÍTICOS SOBRE CLARICE LISPECTOR



"É difícil definir bem a própria irmã. Sempre fomos muito unidas, Clarice, Tânia e eu. Lembro-me que na infância, Clarice demonstrou logo ser independente, imaginativa e cheia de ternura. Tivemos todas uma vida muito agradável e feliz no Recife, e temos muitas saudades daqueles tempos. Embora casadas, e muitas vezes morando muito longe, estávamos sempre em contato umas com as outras, seja por carta, ou telefone. O que mais impressiona em Clarice não é fato de ser irmã, e ótima como sempre foi, mas como tornou-se mãe maravilhosa. Sua maior qualidade é ser absolutamente realizada em casa. Sua sensibilidade extremamente apurada capta as sutis reações dos filhos, atendendo-os e amparando-os em todas as situações. Fora isso, gosta de música, não é gulosa, e é sobretudo um tanto frugal. Não é política, e antes de tudo, é uma dedicadíssima dona de casa. Provando assim que uma mulher pode se realizar em dois setores diferentes em grande escala."
- Elisa Lispector, sobre Clarice em depoimento para a matéria Na Berlinda, publicada em março de 1963 em jornal carioca ainda não identificado [provavelmente Última Hora, a julgar pelo padrão gráfico]. Arquivo Clarice Lispector da Fundação Casa de Rui Barbosa.


“Clarice não delata, não conta, não narra e nem desenha – ela esburaca um túnel onde de repente repõe o objeto perseguido em sua essência inesperada.”
- Carlos Drummond de Andrade


“Ela não veio para esclarecer o mistério, veio para reafirmá-lo.”
- Ester Schwartz



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Mensaje por Maria Lua el Jue 14 Ene 2021, 06:21

“Clarice Lispector: Essa mulher, nossa contemporânea, brasileira (...) não são livros o que ela nos dá, mas o viver salvo pelos livros, narrativas, construções que nos fazem recuar. E então entramos, por sua escrita-janela, na beleza assustadora de aprender a ler: e passamos, através do corpo, para o outro lado do eu. Amar a verdade do que é vivo, aquilo que parece ingrato aos olhos narcisos, (...) amar a origem, interessar-se pessoalmente pelo impessoal, pelo animal, pela coisa.”
- Hélène Cixous, in Entre l’Écriture



“Marcada pela solidão. Marcada pelo grande amor de sua vida. Marcada pela luta constante contra a quase miséria material. Marcada pelas mãos maceradas pelo fogo, em defesa da vida de um filho, e pela sombra da insanidade rondando a vida do outro."
- Tristão de Athayde


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Mensaje por Maria Lua el Vie 15 Ene 2021, 07:40

Ao mesmo tempo que ousava desvelar as profundezas de sua alma em seus escritos, Clarice Lispector costumava evitar declarações excessivamente íntimas nas entrevistas que concedia, tendo afirmado mais de uma vez que jamais escreveria uma autobiografia. Contudo, nas crônicas que publicou no Jornal do Brasil entre 1967 e 1973, deixou escapar de tempos em tempos confissões que, devidamente pinçadas, permitem compor um auto-retrato bastante acurado, ainda que parcial. Isto porque Clarice por inteiro só os verdadeiramente íntimos conheceram e, ainda assim, com detalhes ciosamente protegidos por zonas de sombra. A verdade é que a escritora, que reconhecia com espanto ser um mistério para si mesma, continuará sendo um mistério para seus admiradores, ainda que os textos confessionais aqui coligidos possibilitem reveladores vislumbres de sua densa personalidade.”
- Pedro Karp Vasquez


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Mensaje por Maria Lua el Vie 15 Ene 2021, 08:08

"Ela se deixava conduzir por uma espécie de compulsiva intuição. Era o seu tanto adivinha. Ninguém passa por ela impune. Ela liga e religa o mistério da vida e o religioso silêncio da morte. Clarice é uma aventura espiritual."
- Otto Lara Resende



"Em toda obra dessa grande escritora alguma coisa íntima está sempre queimando: suas luzes nos chegam variadas e exatas, mas são luzes de um incêndio que está sendo continuamente elaborado por trás de sua contenção. Esse fogo é o segredo íntimo e derradeiro de Clarice. É o seu segredo de mulher e de escritora."
- Lúcio Cardoso



"Quer me mandar algumas coisas? Você é poeta, Clarice querida. Até hoje tenho remorso do que disse a respeito dos versos que você me mostrou. Você interpretou mal minhas palavras. Você tem peixinhos nos olhos, você é bissexta. Faça versos, Clarice, e se lembre de mim. Você nunca é falante, barulhenta. O que você escreve nunca dói nem fere os ouvidos. Você sabe escrever baixo. E sua assinatura, Clarice, é você inteirinha: Clara...Clarinha...Clarice."
- Manuel Bandeira.


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Mensaje por Maria Lua el Sáb 16 Ene 2021, 07:34

"Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo."
— Clarice Lispector, em “A descoberta do mundo”. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.


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Mensaje por Maria Lua el Sáb 16 Ene 2021, 07:51

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“Ler ou reler você é sempre uma operação feliz: descobrem-se coisas, aprimora-se o conhecimento das descobertas. Senti isto percorrendo De corpo inteiro e Visão do esplendor. Obrigado, amiga!”
- Carlos Drummond de Andrade (poeta).


“Querida Clarice:
Que impressão me deixou o seu livro!
Tentei exprimi-la nestas palavras:
– Onde estivestes de noite
Que de manhã regressais
com o ultramundo nas veias,
entre flores abissais?
– Estivemos no mais longe
que a letra pode alcançar:
lendo o livro de Clarice,
mistério e chave do ar.
Obrigado, amiga! O mais carinhoso abraço da admiração do Carlos” - Carta de Carlos Drummond de Andrade, de Rio, 5 de maio de 1974. * Onde estiveste de noite.


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Mensaje por Maria Lua el Sáb 16 Ene 2021, 07:53

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A AMIZADE ENTRE CLARICE LISPECTOR E ERICO VERISSIMO
Carta escrita por Clarice a Mafalda e Erico Verissimo


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Mensaje por Maria Lua el Sáb 16 Ene 2021, 07:55

Abaixo transcrição da carta

Washington, 7 de setembro de 1956,
Sexta-feira, 10 horas a.m.

Prezados Sr. e Sra. E. Verissimo,


Mafalda e Erico Verissimo com Clarice Lispector e os filhos
- Washington/EUA, set/1956 - foto: Acervo autora/IMS
Como é do conhecimento dos senhores, meu marido e eu, não tendo infelizmente religião (por enquanto), criamos nossos filhos na idéia de Deus, mas sem lhes dar rituais definitivos, e à espera de que eles próprios mais tarde se definam. Tendo terminado com algum esforço frase tão comprida, venha ao assunto principal que é o objetivo emocionado desta carta. Desejo perguntar-lhes se acreditam na possibilidade de padrinhos leigos. Eu acredito. No caso do sr. É da sra. Fal também acreditarem, esta carta os convida, em nome de uma amizade perfeita, a serem padrinho e madrinha de Pedro e Paulo. A condição única é continuarem a gostar deles.
No caso dos senhores não aceitarem, no hard feelings. Mas a verdade é que, por três anos, vocês têm sido os padrinhos deles, por tácito, espontâneo e comum acordo. Restaria apenas legalizar uma situação que aos poucos estava se tornando escandalosa.
Se eu disser que a idéia já me havia ocorrido mais de uma vez, os senhores hão de duvidar. Pois acreditem. Quando o senhor E. Veríssimo aventou a hipótese, meu coração se rejubilou, e, quando o digo, não estou brincando.
Aí pois fica o nosso convite. A resposta deverá ser dada antes do embarque, pois, em caso de uma afirmativa, quero anunciá-la às crianças.
Na esperança do convite ser aceito, ouso assinar.


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Mensaje por Maria Lua el Sáb 16 Ene 2021, 07:57

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Mafalda e Erico Verissimo com Clarice Lispector e os filhos
- Washington/EUA, set/1956 - foto: Acervo autora/IMS




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