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Mensaje por Maria Lua Miér 17 Feb 2021, 10:05

Adormecida





Ses longs cheveux épars la couvrent tout entière

La croix de son collier repose dans sa main,

Comme pour témoigner qu'elle a fait sa prière.

Et qu'elle va la faire en s'éveillant demain.



A DE MUSSET





Uma noite eu me lembro... Ela dormia

Numa rede encostada molemente...

Quase aberto o roupão... solto o cabelo

E o pé descalço do tapete rente.





'Stava aberta a janela. Um cheiro agreste

Exalavam as silvas da campina...

E ao longe, num pedaço do horizonte

Via-se a noite plácida e divina.





De um jasmineiro os galhos encurvados,

Indiscretos entravam pela sala,

E de leve oscilando ao tom das auras

Iam na face trêmulos — beijá-la.





Era um quadro celeste!... A cada afago

Mesmo em sonhos a moça estremecia...

Quando ela serenava... a flor beijava-a...

Quando ela ia beijar-lhe... a flor fugia...





Dir-se-ia que naquele doce instante

Brincavam duas cândidas crianças...

A brisa, que agitava as folhas verdes,

Fazia-lhe ondear as negras tranças!





E o ramo ora chegava ora afastava-se...

Mas quando a via despeitada a meio,

P'ra não zangá-la... sacudia alegre

Uma chuva de pétalas no seio...





Eu, fitando esta cena, repetia

Naquela noite lânguida e sentida:

"ó flor! — tu és a virgem das campinas!

"Virgem! — tu és a flor da minha vida!..."



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Mensaje por Maria Lua Jue 18 Feb 2021, 15:29

Alma das flores — quando as flores morrem,
Os perfumes emigram para as belas,
Trocam lábios de virgens — por boninas,
Trocam lírios — por seios de donzelas!


E ali — silfos travessos, traiçoeiros
Voam cantando em lânguido compasso
Ocultos nesses cálices macios
Das covinhas de um rosto ou dum regaço.


Vós, que não entendeis a lenda oculta,
A linguagem mimosa dos aromas,
De Madalena a urna olhais apenas
Como um primor de orientais redomas;


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Mensaje por Maria Lua Sáb 20 Feb 2021, 04:58

Jesuítas

(SÉCULO XIII)





O mes frères, je viens vous apporter mon Dieu,

Je viens vous apporter ma tête!

V. HUGO (Châtiments)





Quando o vento da Fé soprava Europa,

Como o tufão, que impele ao ar a tropa

Das águias, que pousavam no alcantil;

Do zimbório de Roma — a ventania

O bando dos Apóst'los sacudia

Aos cerros do Brasil.





Tempos idos! Extintos luzimentos!

O pó da catequese aos quatro ventos

Revoava nos céus...

Floria após na Índia, ou na Tartária,

No Mississipi, no Peru, na Arábia

Uma palmeira — Deus! —





O navio maltês, do Lácio a vela,

A lusa nau, as quinas de Castela,

Do Holandês a galé

Levava sem saber ao mundo inteiro

Os vândalos sublimes do cordeiro,

Os átilas da fé.





Onde ia aquela nau? — Ao Oriente.

A outra? — Ao pólo. A outra? — Ao ocidente.

Outra? — Ao norte. Outra? — Ao sul.

E o que buscava? A foca além no pólo;

O âmbar, o cravo no indiano solo

Mulheres em 'Stambul.





Grandes homens! Apóstolos heróicos!...

Eles diziam mais do que os estóicos:

"Dor, — tu és um prazer!

"Grelha, — és um leito! Brasa, — és uma gema!

Cravo, — és um cetro! Chama, — um diadema

Ó morte, — és o viver!"





Outras vezes no eterno itinerário

O sol, que vira um dia no Calvário

Do Cristo a santa cruz,

Enfiava de vir achar nos Andes

A mesma cruz, abrindo os braços grandes

Aos índios rubros, nus.





Eram eles que o verbo do Messias

Pregavam desde o vale às serranias,

Do pólo ao Equador...

E o Niagara ia contar aos mares...

E o Chimborazo arremessava aos ares

O nome do Senhor!...













Poesia e Mendicidade

(NO álbum da Ex.ma Sr.a D. MARIA JUSTINA PROENÇA PEREIRA PEIXOTO)



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Mensaje por Maria Lua Lun 22 Feb 2021, 05:32

As Trevas

(Traduzido de LORD BYRON)





A meu amigo, o DR. FRANCO MEIRELES, inspirado tradutor das "Melodias Hebraicas".





Tive um sonho que em tudo não foi sonho! ..





O sol brilhante se apagava: e os astros,

Do eterno espaço na penumbra escura,

Sem raios, e sem trilhos, vagueavam.

A terra fria balouçava cega

E tétrica no espaço ermo de lua.

A manhã ia, vinha... e regressava...

Mas não trazia o dia! Os homens pasmos

Esqueciam no horror dessas ruínas

Suas paixões: E as almas conglobadas

Gelavam-se num grito de egoísmo

Que demandava "luz". Junto às fogueiras

Abrigavam-se... e os tronos e os palácios,

Os palácios dos reis, o albergue e a choça

Ardiam por fanais. Tinham nas chamas

As cidades morrido. Em torno às brasas

Dos seus lares os homens se grupavam,

P'ra à vez extrema se fitarem juntos.

Feliz de quem vivia junto às lavas

Dos vulcões sob a tocha alcantilada!





Hórrida esp'rança acalentava o mundo!

As florestas ardiam!... de hora em hora

Caindo se apagavam; creditando,

Lascado o tronco desabava em cinzas.

E tudo... tudo as trevas envolviam.

As frontes ao clarão da luz doente

Tinham do inferno o aspecto... quando às vezes

As faíscas das chamas borrifavam-nas.

Uns, de bruços no chão, tapando os olhos

Choravam. Sobre as mãos cruzadas  —  outros  —

Firmando a barba, desvairados riam.

Outros correndo à toa procuravam

O ardente pasto p'ra funéreas piras.

Inquietos, no esgar do desvario,

Os olhos levantavam p'ra o céu torvo,

Vasto sudário do universo - —  espectro  — ,

E após em terra se atirando em raivas,

Rangendo os dentes, blásfemos, uivavam!





Lúgubre grito os pássaros selvagens

Soltavam, revoando espavoridos

Num vôo tonto co'as inúteis asas!

As feras 'stavam mansas e medrosas!

As víboras rojando s'enroscavam

Pelos membros dos homens, sibilantes,

Mas sem veneno ... a fome lhes matavam!

E a guerra, que um momento s'extinguira,

De novo se fartava. Só com sangue





Comprava-se o alimento, e após à parte

Cada um se sentava taciturno,

P'ra fartar-se nas trevas infinitas!

Já não havia amor!... O mundo inteiro

Era um só pensamento, e o pensamento

Era a morte sem glória e sem detença!

O estertor da fome apascentava-se

Nas entranhas... Ossada ou carne pútrida

Ressupino, insepulto era o cadáver.





Mordiam-se entre si os moribundos:

Mesmo os cães se atiravam sobre os donos,

Todos exceto um só... que defendia

O cadáver do seu, contra os ataques

Dos pássaros, das feras e dos homens,

Até que a fome os extinguisse, ou fossem

Os dentes frouxos saciar algures!

Ele mesmo alimento não buscava...

Mas, gemendo num uivo longo e triste,

Morreu lambendo a mão, que inanimada

Já não podia lhe pagar o afeto.





Faminta a multidão morrera aos poucos.

Escaparam dous homens tão-somente

De uma grande cidade. E se odiavam....

Foi junto dos lições quase apagados

De um altar, sobre o qual se amontoaram

Sacros objetos p'ra um profano uso,

Que encontraram-se os dous... e, as cinzas mornas

Reunindo nas mãos frias de espectros,

De seus sopros exaustos ao bafejo

Uma chama irrisória produziram!...

Ao clarão que tremia sobre as cinzas

Olharam-se e morreram dando um grito.

Mesmo da própria hediondez morreram,

Desconhecendo aquele em cuja fronte

Traçara a fome o nome de Duende!





O mundo fez-se um vácuo. A terra esplêndida,

Populosa tornou-se numa massa

Sem estações, sem árvores, sem erva.

Sem verdura, sem homens e sem vida,

Caos de morte, inanimada argila!

Calaram-se o Oceano, o rio, os lagos!

Nada turbava a solidão profunda!

Os navios no mar apodreciam

Sem marujos! os mastros desabando

Dormiam sobre o abismo, sem que ao menos

Uma vaga na queda alevantassem,

Tinham morrido as vagas! e jaziam

As marés no seu túmulo... antes dela

A lua que as guiava era já morta!

No estagnado céu murchara o vento;

Esvaíram-se as nuvens. E nas trevas

Era só trevas o universo inteiro.














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Mensaje por Maria Lua Hoy a las 06:45

As horas passam longas, sonolentas...
Desce a tarde no carro vaporoso...
D'Ave-Maria o sino, que soluça,
É por ti que soluça mais queixoso.


E não Vens te sentar perto, bem perto
Nem derramas ao vento da tardinha,
A caçoula de notas rutilantes
Que tua alma entornava sobre a minha.


E, quando uma tristeza irresistível
Mais fundo cava-me um abismo n'alma,
Como a harpa de Davi teu riso santo
Meu acerbo sofrer já não acalma.


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